José Pedro Aguiar-Branco anunciou hoje que o PSD vai propor, na Comissão de Ética da Assembleia da República, a audição de 25 personalidades e entidades para apurar em toda a extensão “os factos e as notícias” que apontam para “graves indícios de condicionamento da liberdade de expressão” por parte do PS.
“No âmbito da Comissão de Ética é importante densificarmos e apurarmos as condições do exercício da liberdade de expressão em Portugal”, frisou o líder parlamentar do PSD, realçando que o tema que os sociais-democratas querem ver esclarecido é “mais abrangente” do que, aparentemente, o chamado “caso TVI”.
José Eduardo Moniz, Mário Crespo e Manuela Moura Guedes são alguns dos nomes que constam da lista dos sociais-democratas, a par de directores de informação e de presidentes dos conselhos de administração, entre os quais Nuno Vasconcelos, da Ongoing, e Manuel Polanco, da Prisa e da Media Capital. No rol consta ainda Paulo Penedos, Armando Vara e Rui Pedro Soares, as três figuras ligadas ao PS que alegadamente se teriam concertado com José Sócrates para controlarem alguns meios de comunicação social.
Sem excluir a eventualidade de o PSD vir a viabilizar uma comissão de inquérito, como ontem propôs o Bloco de Esquerda, Aguiar-Branco entende, no entanto, que “a actualidade exige que se faça já um conjunto de audições no âmbito da Comissão de Ética”. “Só depois poderemos avaliar se existe ou não vantagem” em avançar por aí, declarou. Mas foi avisando, ao mesmo tempo, que “o PSD não quer banalizar as comissões de inquérito”.


