O grupo espanhol Prisa necessita de uma injecção de capital de pelo menos 300 milhões de euros até Outubro, para responder à pressão financeira dos bancos que concederam à empresa um adiamento nos empréstimos actuais, segundo a imprensa espanhola.
O portal espanhol El Confidencial cita fontes da empresa e refere que a Prisa está a investir em várias alternativas para vender parte dos seus activos, numa altura em que a dívida total da empresa ultrapassa os cinco mil milhões de euros.
Recorde-se que os bancos credores da Prisa concederam-lhe em Maio um empréstimo de 1950 milhões de euros, que se vence em Março de 2010, com “duras condições” que a empresa de comunicação espanhola terá que cumprir.
Para isso, e segundo a imprensa, a Prisa está envolvida em várias negociações paralelas, sendo que uma das mais importantes se relaciona com a venda de 40 por cento da Digital Plus, a sua plataforma de televisão paga.
Analistas referem que a Telefonica poderá comprar 20 por cento da Digital Plus, e que os restantes 20 por cento podem ser adquiridos pelo grupo Vivendi, ainda que por valores abaixo dos 2500 milhões de euros pelos quais a Prisa avalia esta plataforma.
Segundo fontes da Prisa, citadas pelo El Confidencial, o grupo ficaria satisfeito com receitas de entre 800 e mil milhões de euros pela venda de 40 por cento, o que, a avançar, significaria avaliar a Digital Plus em cerca de 2000 milhões de euros.
Ainda assim, hoje o jornal ABC refere que tanto a BSkyB, de Rupert Murdoch, como a Mediaste, de Sílvio Berlusconi, terão manifestado interesse, por separado, em associar-se à Telefonica para comprar a Digital Plus.
Em curso está também a venda de uma participação na Santillana, a editorial da Prisa, numa operação entregue ao BNP Paribas.
Nos últimos meses tem sido avançado o interesse por parte do grupo Pearson, proprietário do Financial Times, e por parte da Penguin.
Em curso está também a eventual operação para venda de parte da Media Capital.


