Dois cientistas norte-americanos bateram o recorde de movimentos necessários para resolver todas as configurações possíveis (43 quintiliões) de um cubo de Rubik, mais conhecido em Portugal como cubo mágico. Dez anos depois, o recorde desce de 27 para 26 movimentos.
Parece uma marca pouco expressiva, mas o computador responsável por pôr em prática o método desenvolvido pelos investigadores da Universidade de Northeastern (Estados Unidos) Daniel Kunkle e Gene Cooperman demorou 63 horas até chegar a este resultado.
Segundo a BBC online, os investigadores começaram por programar o computador para chegar a 15 mil soluções parciais do cubo. Os resultados mostraram que qualquer configuração do cubo poderia ser resolvida com 29 movimentos, mas a maioria só precisava de 26 ou até menos. Os investigadores dedicaram-se então às configurações que davam mais trabalho e o computador conseguiu resolvê-las também com 26 movimentos.
Para chegar a este resultado foi preciso um super-computador: sete terabytes em discos rígidos a cumprir a função da memória RAM (Memória de Acesso Aleatório) — só um terabyte chega para guardar informação disponível numa biblioteca de tamanho médio — dotaram o sistema de capacidade suficiente para chegar a este resultado de forma rápida, de acordo com o comunicado da universidade.
Este recorde aproxima os cientistas do "número de Deus", nome por que é designada a solução universal do cubo de Rubik com menos movimentos.
Em Maio de 1997, Richard Korf, da Universidade da Califórnia, anunciou que tinha descoberto uma solução de 18 movimentos. Mas o cientista não conseguiu provar esta teoria, fixando-se o recorde em 27 movimentos.
Criado em 1970 por Erno Rubik, o cubo mágico não é só um dos quebra-cabeças mais conhecidos no mundo. Segundo os autores deste estudo, a procura de novas soluções é uma ferramenta importante para os investigadores. "O cubo de Rubik é uma sala de teste para os problemas de pesquisa e enumeração, uma área de investigação que reúne cientistas de várias disciplinas, da inteligência artificial às operações", disse Cooperman. "Permite aos investigadores comparar as suas metodologias num problema conhecido e igual para todos", explicou.


