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Correspondentes da BBC, “Chicago Tribune” e “El Universal”

Cuba recusa renovar acreditação a vários jornalistas estrangeiros

23.02.2007 - 21:50 Por AFP

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Os artigos de Marx foram considerados demasiado negativos Os artigos de Marx foram considerados demasiado negativos (Claudia Daut/Reuters)
As autoridades cubanas recusaram renovar as acreditações dos correspondentes da BBC, “Chicago Tribune” e “El Universal” do México. Os jornalistas de imprensa da agência Reuters continuam à espera da renovação.

O processo de renovação das acreditações para todos os correspondentes da imprensa começou a 14 deste mês. No final desse período, o correspondente para o serviço inglês da BBC desde 2002, Stephen Gibbs, deverá cessar as suas actividades jornalísticas e aguardar que a BBC designe um novo correspondente.

O correspondente espanhol da BBC, Fernando Ravsberg, viu a sua acreditação renovada.

A Gary Marx, correspondente do “Chicago Tribune” em Havana desde 2002, foi-lhe dito que já estava “há tempo suficiente” no país e que os seus artigos “são demasiado negativos”. Marx e a sua família têm agora 90 dias para abandonar o território.

Cesar Gonzalez Calero deixou de ter autorização para trabalhar como correspondente do jornal diário mexicano “El Universal” em Havana, onde estava desde 2003.

Roberto Rock, vice-presidente do “El Universal” disse que o jornal vai apresentar uma queixa oficial no Governo cubano através da sua embaixada no México.

A agência Reuters conseguiu renovar as acreditações para as suas actividades televisivas mas os jornalistas da imprensa ainda estão à espera de uma decisão.

“O processo de renovação de acreditações ainda não terminou”, disse José Luis Ponce, director do Centro de Imprensa Internacional do Ministério cubano das Relações Exteriores.

O Comité para a Protecção dos Jornalistas, com sede nos Estados Unidos, disse estar “consternado pela decisão do Governo cubano de proibir a dois jornalistas respeitados de fazer o seu trabalho ao não renovar as suas acreditações”.

“Apelamos ao Governo cubano para rever a sua decisão”, disse Carlos Lauria, coordenador do comité para as Américas.

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