Na tarde de sexta-feira, hora de Lisboa, Carlos Castro enviava para o PÚBLICO as respostas ao inquérito semanal da revista Pública.
Escrevia da sua cidade favorita, Nova Iorque, onde já tinha estado em mais de 30 ocasiões, e ao telefone mostrava-se bem disposto, com uma agenda cheia de espectáculos a que queria assistir.
Horas antes do incidente violento no Hotel Intercontinental de Times Square, respondeu ao inquérito satírico da Pública deixando algumas ideias sobre o momento que vivia e sobre o que seria a sua sexta-feira. “Estou em Nova Iorque e ainda é hora do breakfast...”, escreveu numa das respostas. “Mas vou almoçar uma salada verdinha...”
Quando questionado sobre o segundo momento mais marcante da sua vida, uma das perguntas do inquérito fixo da Pública, o autor de uma escrita sinuosa, ao seu estilo de cronista social, respondeu: “Estou no primeiro e grande momento da minha vida. Que já não pode ser o segundo. Fica como o primeiro em tudo. E mais não posso dizer...”
Na listagem de perguntas seguia-se uma questão sobre como gostaria de morrer, à qual respondeu: “Agarrado ternamente ao que já disse: este meu primeiro momento da minha vida.”
Mais adiante, o questionário queria saber se este mês o inquirido tinha contribuído para a felicidade de alguém. “Como há muito não o fazia”, responde.
O inquérito da Pública é um questionário provocador da autoria de Pedro Mexia, José Diogo Quintela e Miguel Esteves Cardoso.


