Os leitores portugueses de jornais diários compraram menos 12,7 mil exemplares por edição no ano passado do que em 2005, tendo o “Correio da Manhã” mantido a liderança do mercado ao ser o único diário a ultrapassar os cem mil exemplares, segundo dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT).
Entre Janeiro e Dezembro de 2006, o segmento - que engloba os títulos 24horas, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público - vendeu um total de 329.609 exemplares por dia, menos 3,7 por cento em comparação com 2005, altura em que as vendas superaram as 342 mil unidades, segundo os dados hoje divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT).
O diário mais vendido do país continuou a ser o “Correio da Manhã”, com uma média diária de 111.942 exemplares. Apesar disso registou uma perda de 1,6 por cento (cerca de 1843 compradores).
PÚBLICO e “24horas” registaram as maiores descidas
Os jornais que mais contribuíram para a quebra do segmento foram o “24horas” e o PÚBLICO, uma vez que foram os diários que verificaram as maiores descidas face a 2005.
O diário de cariz popular “24horas”, detido pela Global Notícias (Controlinveste) de Joaquim Oliveira, perdeu 15 por cento de compradores, passando a ter uma circulação média paga de 41.462 exemplares, ou seja, menos 7333 unidades em comparação com 2005.
A circulação paga do PÚBLICO também se reduziu, tendo este diário do grupo Sonae vendido menos 4807 exemplares por dia, o que representou uma queda de 9,8 por cento.
O jornal fixou os níveis de circulação nas 44.187 unidades diárias, segundo os dados da APCT.
Estes valores ainda não mostram o comportamento dos compradores face ao reposicionamento editorial e gráfico do jornal, processo que ocorreu em Fevereiro deste ano.
“Diário de Notícias” e “Jornal de Notícias” com saldo positivo
Os títulos Diário de Notícias (DN) e Jornal de Notícias (JN), ambos detidos pela Global Notícias, foram os únicos jornais do segmento a registarem um saldo positivo.
O DN, que conta desde o início deste mês com uma nova direcção liderada por João Marcelino, conseguiu aumentar em 1022 unidades a circulação média paga registada em 2006, passando a vender 36.558 unidades, enquanto o JN registou um aumento de 0,2 por cento e fixou os níveis nos 95.460 exemplares.
“Sábado” foi a única revista semanal de informação que aumentou as vendas
A “Sábado” , lançada em 2003 pelo grupo Cofina para combater a “Visão” da Impresa, foi a única revista semanal de informação generalista que aumentou as suas vendas no ano passado, com uma média de 56.540 exemplares por edição, refere a análise da APCT.
Este número representa uma subida de 16,3 por cento face a 2005, o que, em termos absolutos, significa um crescimento de quase oito mil exemplares por semana.
A “Visão” e a “Focus”, detida pelo grupo Impala, venderam em conjunto, no ano passado, menos cerca de seis mil exemplares do que em 2005. Em 2004, esta publicação apresentava vendas médias de 102.400 exemplares.
A “Visão” continuou, no entanto, a manter a preferência entre os compradores de revistas semanais generalistas ao vender uma média de 92.748 a cada semana. Ainda assim, este valor mostra uma queda nas vendas de 4,8 por cento, ou seja, de mais de 4700 exemplares por edição.
A “Focus” regista também uma tendência de queda continuada, tendo perdido 7,9 por cento dos compradores que tinha em 2005.
No ano passado, este título registou uma circulação média paga (vendas em banca e por assinatura) de 15.444 exemplares por edição, menos 1320 do que em 2005 e menos cerca de 8200 do que em 2004.


