A CNN despediu pelo menos 50 trabalhadores na passada sexta-feira, alegando avanços tecnológicos e mudanças na dinâmica do trabalho editorial e na organização da empresa.
A notícia dispersou-se por diversos blogues especializados nos EUA, depois de ter vindo a público uma nota enviada por e-mail por um dos vice-presidentes da CNN, Jack Womack, aos funcionários da empresa.
Nessa nota, Womack referia que graças às inovações tecnológicas e ao impacto dos conteúdos gerados pelos utilizadores - em serviços como, por exemplo, o CNN iReport - fotojornalistas e vários técnicos foram despedidos. Nenhum repórter (excluindo os fotojornalistas) terá perdido o emprego neste processo, segundo o site TheWrap, que cita pessoas que estão por dentro deste processo de despedimento.
No caso particular de fotojornalistas, sabe-se que cerca de 12 foram despedidos.
“Foi um choque completo. Ninguém fazia ideia que isto ia acontecer”, disse ao TheWrap um dos funcionários. “Esta já não é a empresa amigável que costumava ser. E ninguém sabe exactamente porquê - se por causa da economia, das audiências, ou quê”.
Outra fonte contactada pelo mesmo site avançou que os despedimentos são mais de 50. Antes perto dos 70.
Os cortes orçamentais reflectiram-se em despedimentos nas cidades de Atlanta, Miami, Washington D.C., Los Angeles e Nova Iorque.
Para poupar algum dinheiro, sabe-se igualmente que a CNN irá transferir alguns departamentos que podem trabalhar remotamente para Atlanta (onde está localizada a sede), tal como já aconteceu há alguns meses com o departamento gráfico.
Estas mudanças acontecem - segundo a nota da direcção - após uma avaliação de três anos aos workflows (dinâmicas de trabalho e organização da empresa) da estação por cabo, especialmente às operações do departamento de imagem e som (Image + Sound) da empresa.
Jack Womack referiu que o dinheiro que tem sido investido em tecnologias tornou alguns postos obsoletos. Alguns analistas consideram que esta era da Web 2.0 em que os cidadãos e utilizadores conseguem comentar e publicar fotografias sobre assuntos de actualidade, quer seja em redes sociais como o Twitter ou o Facebook quer seja em plataformas própria da CNN que abrem espaço para a participação dos cidadãos (como o CNN iReport) são boas o suficiente para permitir aos patrões dos media abdicarem de alguns funcionários nesta cadeia editorial.
“Agora que completámos esta análise de três anos, acreditamos que temos as fontes correctas nos sítios correctos e o número exacto de pessoas no departamento de Image + Sound, e que a unidade está bem posicionada para ter um impacto ainda mais positivo nas nossas redes e plataformas”, escreveu Womack na nota aos funcionários.


