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Tecnologia

Cientistas produziram película de material feito a partir de carbono com propriedades electrónicas

15.01.2009 - 16:26 Por PÚBLICO

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Já se conseguiu produzir transístores de grafeno que operam a frequências na ordem dos gigahertzs Já se conseguiu produzir transístores de grafeno que operam a frequências na ordem dos gigahertzs (Nature/Universide de Sungkyunkwan)
A Universidade de Seul produziu películas de grafeno e mostrou que o material descoberto em 2004 mantém as propriedades que o tornam numa das maiores apostas para a electrónica do futuro.

O grafeno é um material feito a partir de átomos de carbono dispostos numa só camada hexagonal que se parece com um favo de mel. Pode-se conseguir camadas deste material utilizando fita-cola e retirando da grafite – o material dos lápis que serve para escrever.

A partir destas camadas já se conseguiu produzir transístores que operam a frequências na ordem dos gigahertzs, comparável com os computadores modernos. Mas o material tem o potencial de trabalhar com uma rapidez centenas de vezes maior. Por outro lado a força das ligações entre estes átomos de carbono permite construir película muito resistentes, quase transparentes por serem tão finas que podem ser ligadas a polímeros dobráveis.

Há um brilho nos olhos dos investigadores com as potencialidades deste material para a electrónica. Desde células solares, até painéis flexíveis, já se imaginou várias aplicações para o grafeno.

Mas para se chegar lá é necessário produzir folhas de grafeno. O artigo publicado na Nature pelo grupo de cientistas da Universidade de Seul, na Coreira do Sul mostra que se deu mais um passo para que estas aplicações se tornem reais.

Os investigadores liderados por Byung Hee Hong aplicaram uma técnica para produzir 12 folhas de grafeno em pequenas peças de níquel. A técnica tinha sido sugerida há alguns anos e passava por evaporar uma mistura composta maioritariamente por moléculas de carbono e disparar contra a superfície aquecida de um metal, neste caso o níquel.

Depois, os cientistas conseguiram dissolver o metal e ficaram com uma película de grafeno e colaram-no a uma folha flexível de um polímero chamado PET. Os investigadores conseguiram ainda demonstrar que a manutenção das capacidades electrónicas do grafeno mesmo quando era dobrado e enrolado.

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Comentário + votado

Manuel Olivares

É TUDO MUITO RELATIVO. Se olharmos pro pasado y nos situarmos no presente é motivo de orgulho ...

Manuel Olivares

16.01.2009 14:54

X

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