China, Cuba, Eritreia e Etiópia são os países que têm mais jornalistas presos

13.12.2005 - 16:37 Por Reuters
China, Cuba, Eritreia e Etiópia são os países que têm mais jornalistas presos, de acordo com uma lista divulgada pelo Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), em que os Estados Unidos surgem em sexto lugar.
De acordo com a organização, com sede em Nova Iorque, os quatro países que lideram o “ranking” são responsáveis pela detenção de dois terços dos 125 editores, redactores e fotojornalistas que se encontravam presos em 1 de Dezembro.
No quinto posto surge o Uzbequistão, com seis repórteres detidos, seguido dos EUA, com cinco: quatro no Iraque e um Guantanamo, Cuba.
“Estamos inquietados por assistir à subida do número de jornalistas presos, particularmente pelo facto da lista dos piores abusadores incluir a Etiópia e os Estados Unidos”, afirmou a directora executiva do CPJ, Ann Cooper.
“Os jornalistas que cobrem conflitos, distúrbios, corrupção e abuso de direitos humanos enfrentam um risco crescente de prisão em muitos países, onde os governos procuram disfarçar de processos legais legítimos as suas medidas repressivas”, acrescentou Cooper.
Três dos quatro jornalistas presentemente detidos pelos EUA no Iraque trabalhavam para a Reuters, enquanto o quarto é trabalhador da CBS News, que se encontra preso desde Abril, apesar de um tribunal iraquiano ter considerado que o seu caso não justificava ser levado a tribunal. Em Guantanamo, encontra-se detido um jornalista da cadeia televisiva Al Jazira.
“Os jornalistas presos no Iraque eram considerados como ameaças à segurança pelos EUA e pelo Iraque, de acordo com responsáveis militares norte-americanos, contudo esses mesmos oficiais não revelaram acusações concretas ou provas”, explica o CPJ.
China no topo da lista
A China lidera pelo sétimo ano consecutivo a lista divulgada pelo comité, com 32 jornalistas presos, em que 15 deles trabalhavam em publicações digitais. Cuba, no segundo posto, tem nas suas prisões, 24 repórteres.
De acordo com a CPJ, na Eritreia estão detidos 15 jornalistas, mais dois do que na vizinha Etiópia.
Estes números, segundo a organização, não contemplam os jornalistas que foram detidos durante o ano e que entretanto foram postos em liberdade antes de 1 de Dezembro.

