Alguns manifestantes a favor da causa tibetana perturbaram hoje o acender da chama olímpica, na cidade de Olímpia, na Grécia. Durante a cerimónia transmitida pela televisão, algumas pessoas romperam o cordão policial e um homem chegou mesmo junto da tribuna onde discursava o presidente da comissão organizadora dos Jogos chineses, Liu Qi.
Os manifestantes tentaram, sem sucesso, roubar a tocha olímpica, mas foram rapidamente detidos pelas autoridades.
A polícia indicou que foram detidos três homens até ao momento. Outras 25 pessoas que se preparavam para interromper a cerimónia foram igualmente mantidas longe do local onde foi acesa a chama.
A polícia grega adiantou pouco depois que deteve igualmente o activista Tenzin Dorjee, do grupo "Estudantes por um Tibete Livre", que não esteve ligado ao incidente mas que tinha preparado uma manifestação para logo à tarde.
Liu Qi, que se manteve impassível durante o incidente, disse aos microfones: "A chama olímpica vai espalhar a luz e a alegria, a paz e a amizade, a esperança e o sonho ao povo da China e a todo o mundo".
Em Olímpia, berço dos Jogos Olímpicos há 2800 anos, 22 mulheres vestidas com túnicas brancas de sacerdotisas entraram nas ruínas do templo de Hera ao ritmo de tambores e acenderam a chama, com a ajuda dos raios de sol e de um espelho côncavo.
O atleta grego de taekwondo Alexandros Nikolaidis, medalha de prata nos JO de 2004, fez o arranque da corrida de seis dias com a chama olímpica, até que ela seja entregue às autoridades chinesas, no dia 30 de Março. Em Agosto, a chama chegará finalmente a Pequim.


