Centenas de pessoas juntaram-se hoje, em Varsóvia, às cerimónias fúnebres do jornalista polaco Ryszard Kapuscinski, que morreu no passado dia 23, aos 74 anos de idade.
Kapuscinski, conhecido pelas suas crónicas de guerra, morreu vítima de ataque cardíaco.
O cardeal Jozef Glemp celebrou a cerimónia religiosa na igreja da Santa Cruz, em Varsóvia, com o caixão do escritor coberto por uma bandeira polaca junto ao altar.
Num texto lido nas cerimónias, o Presidente polaco, Lech Kaczynski, considerou o escritor "um grande polaco, cuja grandiosidade foi manifestada no seu amor pelo mundo, pelo Terceiro Mundo".
Kapuscinski nasceu a 4 de Março de 1932 em Pinsk, cidade que fazia parte da Polónia mas que hoje se situa na Bielorrússia.
A sua carreira como grande repórter começou no final da década de 50, como único correspondente em África da Polish Press Agency (PAP), numa altura em que as nações africanas começavam a libertar-se do domínio colonialista e declaravam independência.
Nas cerimónias de hoje foi lida uma carta do poeta Wislawa Szymborska, Prémio Nobel em 1996: "Penso, com tremenda gratidão, nos livros que escreveu e com maior tristeza nos livros que não conseguiu escrever". "Um grande escritor, um homem nobre, um viajante incansável do nosso fascinante, mas eternamente turbulento, mundo. Um homem para quem os horizontes existiam unicamente para serem alcançados".
Kapuscinski foi sepultado no cemitério de Powazki, em Varsóvia.
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