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Decisão tomada hoje após recepção de três queixas

Caso Mário Crespo: ERC avança para processo de averiguações

03.02.2010 - 20:42 Por Margarida Gomes

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) decidiu hoje, em reunião ordinária, abrir um processo de averiguações ao “caso Mário Crespo” com base nas três queixas que foram apresentadas ao órgão regulador.
A denúncia de Mário Crespo motivou três queixas na ERC A denúncia de Mário Crespo motivou três queixas na ERC (PÚBLICO)

Para já não se sabe quais vão ser as diligências que vão ser seguidas neste caso até porque, ao que o PÚBLICO conseguiu apurar, elas não foram discutidas na reunião de hoje, mas é bem provável que todas as pessoas envolvidas no “caso” venham a ser ouvidas, até porque tem sido essa a prática da ER em situações idênticas.

Se assim for, o primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, terão de ser ouvidos, para além de todos os outros intervenientes, como o próprio jornalista Mário Crespo, o director de Programas da SIC, Nuno Santos, e a colaboradora daquela estação de televisão Bárbara Guimarães.

O “caso Mário Crespo” surgiu a propósito de um artigo que o jornalista escreveu com acusações ao Governo e que o "Jornal de Notícias", onde Mário Crespo escrevia semanalmente, não publicou. A partir daí, Mário Crespo cessou a sua colaboração com o JN. Quando o assunto foi tornado público, foram apresentadas. por particulares, via e-mail, três queixas que solicitam à ERC para que se pronuncie sobre o caso envolvendo o jornalista da SIC.

No artigo de opinião, que Mário Crespo escreveu destinado a ser publicado no "Jornal de Notícias", o jornalista acusava o primeiro-ministro e dois outros membros do Governo de terem falado depreciativamente sobre ele como “um problema que teria de ter solução”. A direcção do jornal entendeu que tinha por base informação obtida através de “práticas noticiosas que o jornal rejeita” (uma conversa ouvida por terceiros num restaurante) a necessitar de “confirmação” e “contraditório, explicou, no próprio jornal, hoje, o director José Leite Pereira.

É bem provável que na reunião de amanhã da ERC o assunto venha novamente a ser abordado até porque na nota emitida no final da reunião de hoje não foi dada nenhuma indicação sobre o supervisor que vai acompanhar este caso.



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