Capa da "New Yorker" de Jorge Colombo eleita a segunda melhor de 2009 pela "Time"

10.12.2009 - 16:53 Por Ana Machado, (com Lusa)
Durante várias horas, Jorge Colombo, designer português radicado em Nova Iorque, quis registar as pessoas e a Times Square em frente ao museu Madam Tussauds, fixando o olhar no corropio em torno de um carrinho de venda de cachorros daqueles que se encontram a cada esquina.
Como ferramenta Colombo tinha apenas o seu iPhone e a aplicação "Brushes", que permite pintar com os dedos no ecrã táctil, como fazem as crianças. Mas as mãos de Colombo não são as de uma criança. O registo de Colombo acabou na capa da edição de 1 de Junho da revista "New Yorker", agora escolhida como a segunda melhor capa norte-americana de 2009 pela "Time".
Em tempo de balanços do ano, a revista "Time" elegeu as dez melhores primeiras páginas de publicações norte-americanas editadas ao longo de 2009.
No entender da revista, a melhor capa de 2009 é da revista "New York", que em Fevereiro colocou Bernard Maddoff em destaque, com o rosto transformado num grotesco "Joker2, que remete de imediato para a personagem que o actor Heth Ledger interpretou no filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas".
Em segundo lugar figura a tal capa da edição de 1 de Junho da "New Yorker", que reproduz a tarde passada por Colombo em frente ao Madam Tussauds.
Para a revista "Time", a ilustração - que revela a figura de três pessoas, retratadas como se fossem a sombra de si mesmas, junto a um atrelado de venda de cachorros quentes - não teria importância se estivesse apenas em causa a novidade do uso de uma nova tecnologia. Mas o desenho de Jorge Colombo adequa-se aos padrões "irrepreensíveis" da "New Yorker", defende a revista.
Jorge Colombo, que colabora com aquela revista norte-americana desde 1994, voltou a desenhar mais duas capas da "New Yorker", em Setembro e em Novembro, recorrendo à mesma técnica. E várias ilustrações.
Nascido em Lisboa, em 1963, Jorge Colombo vive há 20 anos nos Estados Unidos, desde 1998 em Nova Iorque, cidade que tem sido o cenário eleito para dezenas de desenhos em aguarela centrados em cidadãos anónimos, transeuntes com quem se cruza.

