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Coimbra, Évora e Algarve em questão

Bloco de Esquerda quer ouvir Jorge Lacão sobre encerramento de delegações da Lusa

08.02.2010 - 14:45 Por Lusa

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Sede da agência Lusa em Lisboa Sede da agência Lusa em Lisboa (Adriano Miranda)
O Bloco de Esquerda requereu hoje a audição urgente do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, sobre o encerramento de algumas delegações distritais da Agência Lusa, que considera contrariar as obrigações de serviço público.

O Bloco de Esquerda considera que a decisão anunciada pela Lusa “contraria as obrigações de serviço público expressas nos seus estatutos e missão, e rejeita que na base destas alterações possam estar objetivos meramente economicistas”, afirmou a deputada do BE Catarina Martins.

No requerimento a solicitar a audição urgente do ministro dos Assuntos Parlamentares na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, o BE considerou que a decisão de encerrar as delegações de Faro, Coimbra e Évora representará “um desinvestimento e abandono” em termos de recursos humanos e meios técnicos, o que “é incompatível com a responsabilidade que a Lusa detém no acompanhamento informativo do desenvolvimento regional, local” e na “promoção da coesão nacional”.

Em Janeiro, o presidente do Conselho de Administração da Lusa, Afonso Camões, afirmou que ao longo deste ano as delegações do Algarve, Coimbra e Évora, seriam encerradas, mantendo ou reforçando os jornalistas que trabalham nesses locais.

“O Bloco de Esquerda manifesta a sua preocupação perante este processo que parece estar já em marcha de privatização desta agência noticiosa”, afirmou a deputada Catarina Martins, defendendo que o Governo “não pode ser alheio a esta decisão já anunciada”, até porque “terá importantes implicações na estrutura de funcionamento da própria agência noticiosa”.

A deputada cita o Contrato de Prestação de Serviço Noticioso e Informativo de Interesse Público celebrado entre o Estado e a Agência Lusa, frisando que “são obrigações” da agência “manter delegações, delegados, ou correspondentes em todos os distritos e regiões autónomas de Portugal”.

No âmbito do mesmo contrato, acrescentou a deputada, a Lusa pode “alterar a sua rede” sempre que “por razões editoriais, e com a verificação de regras de boa gestão, tal se revele indispensável à qualidade do serviço de interesse público”.

No entanto, “as alterações na rede de delegações, delegados ou correspondentes (...) carecem de acordo prévio com o Estado”, sublinhou a deputada.

Também PCP e PSD, em requerimentos anteriores, pediram esclarecimentos ao Governo sobre esta matéria.

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