Edição hoje nas bancas

"Blitz" comemora um quarto de século com edição de coleccionador

30.10.2009 - 08:39 Por Ana Machado

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A revista tem como tema principal a música portuguesa, num número de páginas mais alargado do que o normal e onde cabem ainda uma eleição dos melhores discos e canções da música nacional A revista tem como tema principal a música portuguesa, num número de páginas mais alargado do que o normal e onde cabem ainda uma eleição dos melhores discos e canções da música nacional (DR)
Um número inteiro, de coleccionador, dedicado à música portuguesa, com uma eleição das melhores canções que por cá se fizeram desde a década de 60, com entrevistas especiais, perfis dos maiores representantes da música portuguesa e fotografias do fotógrafo norte-americano Simon Frederick. Estas são algumas das surpresas que a revista “Blitz” oferece hoje aos leitores. Tudo embrulhado numa capa prata e vermelho brilhante, para comemorar os 25 anos de um título que marcou, e continua a marcar, o jornalismo musical português.

Já foi ele – jornal. Há quatro anos, depois de maus momentos, passou a ela – revista. E os dados da Associação Portuguesa de Controlo de Tiragem, a APCT, acabados de sair ontem, dizem que os resultados, em 2009 até estão muito bem para quem tem 25 anos e uma longa história. A revista de música, que carrega o peso histórico do nome “Blitz”, vendeu mais este ano (dados até Agosto) do que em 2008. Mais de 17 mil exemplares de circulação paga por número, em média.

Miguel Cadete, o director da “Blitz” afirma que os números de tiragem são a prova de que a passagem a revista foi uma prova superada. Quando o jornal acabou, em Abril de 2006, tirava cerca de seis mil exemplares. E acredita que esta realidade positiva ainda vai crescer no futuro.

“E temos bons resultados também no site”, diz o responsável, sobre a Internet, que muitos vaticinaram ser o fim das edições especializadas de música mas que Miguel Cadete diz que tem um efeito adjuvante no sucesso da revista. “Conseguimos ser também uma marca de referência da informação musical na Internet”, diz Miguel Cadete.

Para comemorar uma aposta de continuidade que continua uma aposta ganha, a “Blitz” oferece hoje um pacote de surpresas aos leitores.

A revista tem como tema principal a música portuguesa, num número de páginas mais alargado do que o normal e onde cabem ainda uma eleição dos melhores discos e canções da música nacional, eleitos pela Academia “Blitz” – artistas, músicos, editores, “managers”, agentes, jornalistas e críticos que escolhem o melhor de 1960 até aos nossos dias.

Há ainda dois convidados especiais que entrevistam dois músicos: Francisco Balsemão entrevista Mariza e Ricardo Costa entrevista David Fonseca.

Mas há mais, conta Miguel Cadete. O fotógrafo norte-americano Simon Frederik mostra um olhar invulgar a retratar alguns dos músicos mais conhecidos do público português, como Carlos do Carmo, Rui Veloso ou os The Gift. E há ainda perfis dos maiores músicos, com Amália e Xutos e Pontapés lado a lado.

A edição de luxo conta ainda com uma retrospectiva, em textos, da música portuguesa: o crítico musical Luís Pinheiro de Almeida (autor do livro “Os Beatles em Portugal”) encarrega-se dos anos 1960, o cantor José Niza fica com os 70, Miguel Cadete guardou para si os 80. O locutor de rádio Henrique Amaro fica com os anos 90 e o jornalista João Miguel Tavares entra no novo milénio com a música de 2000 até hoje.

Com uma equipa muito pequena, formada pelo director e mais três jornalistas, Miguel Cadete lembra como a capacidade de trabalho da equipa que faz todos os meses a “Blitz” conseguiu manter o nível do projecto e ainda fazer autênticos milagres: “como somos muito inventamos o que fazer. Conseguimos por nas bancas um especial sobre Michael Jackson em 18 horas. E fizemos outro sobre os Beatles.”

E acredita que o título ainda comemorará muitos aniversários de número redondo: “Os micro-projectos podem ser o futuro da imprensa”, defende o director da “Blitz” sobre a força das publicações especializadas numa altura de crise.

Lembrando a primeira capa do “Blitz”, onde se misturava Siouxsie and the Banshees com REM e Vitorino, Miguel Cadete defende que o jornal pode já não existir, mas que a revista continua fiel aos mesmos princípios: “Continuamos com a música de A a Z, dos Abba aos ZZ Top. Aqui encontra-se tudo. E damos lucro”.

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Nostalgia

Que saudades do velho Blitz! Todas as semanas, desde o ínicio, aguardava ansiosamente a compra ...

Jorge V

30.10.2009 13:50

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