O Benfica reafirmou hoje o pedido de indemnização de sete milhões de euros pela saída do lateral Miguel para o Valência no Verão passado, depois da quebra do contrato que era válido até 2008.
Em declarações à agência noticiosa espanhola EFE, um porta-voz do clube, que não é nomeado, recorda que o clube interpôs no início do mês, no Tribunal de Trabalho de Lisboa, um processo contra o jogador e o seu representante, Paulo Barbosa.
O Benfica entende que o internacional deve indemnizar o clube em dois milhões de euros e reclama mais quatro milhões, referentes à diferença entre aquilo que o Valência acabou por pagar pelo jogador, oito milhões de euros, e a proposta que o clube tinha para a venda do lateral.
As propostas, de um clube russo e do representante israelita Pini Zahavi, ascendiam a 12 milhões de euros.
A estes seis milhões de euros, o Benfica acrescenta mais um milhão, por "danos patrimoniais", pelas consequências que o denominado "caso Miguel" provocou à imagem do clube, em Portugal e no estrangeiro.
O clube lisboeta baseia ainda a sua fundamentação na resolução da Comissão Arbitral Paritária (CAP), que qualificou de "ilícita" a rescisão do contrato de Miguel com o Benfica.
No mesmo dia em que Miguel foi apresentado como jogador do Valência, os seis membros da CAP deram razão ao clube lisboeta, por "unanimidade", no litígio com o defesa internacional.


