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Loja online tem novos preços

Apple tira protecção anti-pirataria da música do iTunes

06.01.2009 - 19:29 Por João Pedro Pereira

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Steve Jobs Steve Jobs (Dino Vournas/Reuters)
As canções disponíveis no iTunes, a mais popular loja de música online do planeta, vão deixar de ter protecção contra pirataria. O boato já corria e foi hoje confirmado, em S. Francisco, durante a Macworld, a grande convenção anual dedicada aos produtos da Apple.

A partir de amanhã, oito dos dez milhões de ficheiros à venda já não estarão protegidos. Os restantes estarão livres até ao fim do trimestre.

Até aqui, a maioria dos ficheiros comprados no iTunes podiam ser ouvidos directamente apenas num iPod ou iPhone (e não em leitores de música de outras marcas, embora houvesse muito raras excepções) e num número limitado de computadores. Estas condições eram impostas por um sistema de Digital Rights Management (literalmente, gestão de direitos digitais, DRM).

Os mecanismos de DRM são usados por várias empresas em ficheiros de música ou filmes, por exemplo, para tentar evitar cópias ilegais. No entanto, as restrições de uso que impõem têm motivado protestos por parte dos utilizadores que compram os produtos legalmente.

Agora, a música comprada no iTunes poderá ser reproduzida em vários leitores de áudio e num número ilimitado de computadores. Também se torna mais fácil partilhar os ficheiros na Internet.

Novos preços

Para além dos protestos dos utilizadores, pode ter pesado na decisão o facto de várias editoras, incluíndo as chamadas quatro majors, já venderem os respectivos catálogos sem DRM, nomeadamente através do serviço de venda de música da gigante Amazon.

Os clientes que quiserem retirar o sistema de DRM de ficheiros já comprados poderão fazê-lo mediante pagamento de 30 cêntimos por canção (ou 30 por cento do preço do álbum).

Há dois anos, o presidente da Apple, Steve Jobs (que costuma ser a estrela da Macworld, mas que não subiu ao palco desta vez), declarou numa carta aberta ser contra os sistemas de DRM, explicando que só os mantinha no iTunes por imposição das editoras. Ainda nesse ano, um acordo com a EMI permitiu vender o catálogo desta editora já sem DRM (embora a um preço mais elevado).

O facto de toda a música poder agora ser ouvida num aparelho que não seja da gama iPod representa uma mudança de estratégia da Apple. Muitos analistas atribuíam parte do sucesso que a empresa alcançou no sector da música à combinação entre o software iTunes e o iPod. A novidade, contudo, poderá levar a um aumento dos números de vendas.

Os preços do iTunes também mudam. Músicas mais antigas ou com menos procura passarão a custar 69 cêntimos (os novos preços foram anunciados em dólares, mas a conversão para euros costuma ser directa, sem atender às taxas de câmbio), ao passo que êxitos recentes passarão a custar 1,29 dólares. Muitas, contudo, permanecerão nos actuais 99 cêntimos.

Adeus Macworld

Numa intervenção que foi conduzida por um dos vice-presidentes da empresa e que não trouxe novidades de fôlego, a Apple anunciou ainda mais um modelo da sua gama de portáteis (um Macbook Pro de 17 polegadas) e uma nova versão do pacote de software iWork (o software da Apple que inclui processador de texto, folha de cálculo e outras aplicações de produtividade).

Esta edição marcou também o fim da participação da Apple na Macworld.

O evento, embora gire em torno dos produtos da empresa, é organizado por outra firma. Apesar de ser uma boa ocasião para obter publicidade e atenção mediática, as grandes expectativas geradas nas vésperas da Macworld obrigavam a Apple à difícil tarefa de apresentar novidades a um ritmo anual. Além disso, o carisma da marca e o grande impacto que tem junto da imprensa faz com que possa prescindir do evento.

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Não é

Primeiro não é protecção porque nunca protegeu fosse o que fosse, não faltam programas para retirar ...

Rui Seabra

07.01.2009 22:22

X

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