Pedem-me opinião sobre se se deve ou não pagar para aceder a sites informativos, mas julgo que neste momento aquilo que os jornalistas, os media e os analistas devem fazer é concentrarem-se noutro tipo de questões, como por exemplo:
- Que tipo de conteúdos e serviços, de alto valor acrescentado, estamos em condições de produzir para competir eficazmente com os conteúdos que já se distribuem de forma gratuita na Rede?
- Que conteúdos de qualidade vamos oferecer de maneira gratuita para fidelizar audiência de qualidade antes de pretendermos avançar para um modelo freemium?
- Que alternativas de financiamento para o jornalismo de qualidade podemos imaginar, para além de publicidade e dos “muros” de pagamento? Há lugar para o jornalismo financiado por fundações filantrópicas (nonprofit journalism) ao estilo do ProPublica e do Texas Tribune?
Que modalidades de micropagamento poderiam aplicar-se no âmbito da informação jornalística, ao estilo das que já existem no iTunes e na Apple Store?
Enquanto existirem conteúdos e serviços informativos de carácter gratuito e de qualidade equivalente aos mediáticos (que vieram para ficar), então os media - antes de pensarem como vão cobrar para oferecer o mesmo - terão de pensar como vão melhorar a qualidade da sua oferta para poderem competir, pelo menos, pelo tempo de atenção dos utilizadores.


