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Media

Acordo pode limitar acesso a notícias gratuitas no Google

02.12.2009 - 10:21 Por Susana Almeida Ribeiro

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Esta decisão da Google representa uma volta de 180 graus na sua política Esta decisão da Google representa uma volta de 180 graus na sua política (Nuno Ferreira Santos)
Ao sexto clique, poderão acabar-se as borlas. Pode assim ser resumido o anúncio sobre a consulta gratuita de notícias de jornais online através do Google News. As empresas de media há muito que travam uma luta com o gigante das pesquisas, que agrega os conteúdos e os disponibiliza gratuitamente. Por isso mesmo, a Google passou a bola para o campo dos media. Quem quiser cobrar as suas notícias indexadas no Google News, pode começar a fazê-lo.

De acordo com o programa First Click Free, as empresas de media podem evitar o acesso sem restrições aos conteúdos por si produzidos. Os leitores que cliquem em mais de cinco artigos de um jornal em determinado dia poderão ser reencaminhados para páginas de registo e pagamento online.

O que acontecia era que, através do Google News, os conteúdos pagos em determinada edição online de um jornal (como por exemplo no “The Wall Street Journal”) acabavam por aparecer aí gratuitamente. Muitos leitores descobriram este “truque” e deixaram de pagar as suas subscrições dos jornais que queriam ler.

“Anteriormente, cada clique de um utilizador era considerado gratuito”, indicou Josh Cohen, da Google. “Agora, actualizámos o programa de forma a que os editores possam limitar o acesso dos utilizadores a não mais do que cinco páginas por dia sem se registarem ou subscreverem as notícias”.

Assim, os utilizadores do Google News poderão começar a ver aparecer as páginas de registo das publicações que consultam, à sexta vez que clicarem num artigo, esclareceu Josh Cohen.

Esta decisão da Google representa uma volta de 180 graus na sua política. O gigante das pesquisas sempre tinha dito que o Google News não era uma parte central do seu negócio. Com isto a Google deixava claro que não se importaria que as empresas de media mandassem retirar os seus conteúdos dos seus apontadores.

Porém, na passada semana, o barão dos media Rupert Murdoch e a Microsoft - que tem por missão retirar utilizadores ao omnipresente Google com o seu recém-estreado Bing - anunciaram uma eventual aliança. A Microsoft estaria disposta, segundo este negócio que ainda está a ser debatido, a pagar à empresa de Murdoch, a News Corporation - que edita jornais como o “The Wall Street Journal”, o “The Times” e o “Sun” - os conteúdos que vier a disponibilizar no Bing.

Alheia ou não a esta notícia, o que é facto é que a Google mudou a sua política seguida até agora, deixando claro que não está disposta a perder conteúdos nem utilizadores. Mais: não está disposta a deixar que os conglomerados de media acabem a estabelecer pactos com a concorrência.

Steve Hewlett, analista de media, indicou à BBC que este é um passo “bastante importante” da parte da Google. “Rupert Murdoch está a tentar criar o consenso de que pagar pelo conteúdo é correcto e que apontadores como o Google, que usam notícias dos jornais mas que não pagam por elas, estão a fazer algo de errado”, disse.

As empresas de media estão a tentar arranjar novas maneiras de fazer dinheiro através dos seus conteúdos online, numa altura em que as taxas de circulação estão a cair a pique e as receitas publicitárias diminuíram drasticamente.

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Junior

...blz q a maioria desses jornais ganham colocando conteudo pago para poder ter acesso a ...

junior

02.12.2009 13:57

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