Linhas orientadoras

AFP regulamenta uso e participação dos seus jornalistas nas redes sociais

18.10.2011 - 14:25 Por PÚBLICO

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O Facebook é a rede social mais mencionada pela AFP no comunicado emitido dia 13 de Outubro O Facebook é a rede social mais mencionada pela AFP no comunicado emitido dia 13 de Outubro (Nelson Garrido/Arquivo)
A direcção de informação da agência noticiosa francesa AFP divulgou, na semana passada, um código de conduta nas redes sociais para os seus jornalistas. O caso desta agência é o mais recente em termos de ajustamento dos critérios deontológicos do jornalismo aos media emergentes.

Episódios recentes como a Primavera Árabe e os motins em Londres vieram reafirmar a importância das redes socais como o Facebook e o Twitter enquanto ferramentas do trabalho jornalístico. Numa acção de incentivo ao uso destas novas plataformas, mas também de advertência face à validade da informação, a AFP anunciou, em Junho deste ano, uma revisão das linhas orientadoras do uso e participação dos seus 1500 jornalistas nas redes socais.

"Os jornalistas da AFP devem reservar aos amigos o acesso às suas páginas pessoas", afirma a agência num comunicado oficial divulgado no dia 13 de Outubro. O respeito pelos "valores da agência" e pelas suas "regras fundamentais de equilíbrio" é outra das directrizes que consta no documento.

A AFP procura também assegurar que os seus jornalistas, quando presentes nas redes sociais para fins profissionais, se identifiquem como membros da agência. Qualquer participação pessoal nunca deverá, segundo o mesmo comunicado, ocorrer na mesma conta.

Quando participante como profissional da AFP, o jornalista deverá abster-se de qualquer consideração pessoal ou emissão de opinião, de forma a primar pela neutralidade da agência. No âmbito jurídico, a AFP poderá assumir responsabilidade sobre o que os seus jornalistas divulgam nas redes sociais, unicamente se estes o fizerem dentro do quadro profissional.

No que toca à verificação da informação, a AFP permite o uso das redes sociais como fonte de reacções a um determinado acontecimento e nunca como fonte do acontecimento em si. Informações recolhidas no YouTube ficam obrigatoriamente sujeitas a confirmação. Já a Wikipedia é totalmente banida enquanto fonte de documentação.

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