O "24 horas" vai passar a formato de revista em Abril e vai melhorar a qualidade, uma mudança que visa aumentar as receitas de venda em banca, mas também fazer melhor jornalismo, disse o director da publicação, Pedro Tadeu.
Para já, a data exacta de lançamento do renovado jornal ainda é um segredo, mas será no mês de Abril, adianta Pedro Tadeu.
O jornal passa a ser impresso em papel de 49 gramas (actualmente são 45), transformando-se numa revista com 48 páginas de segunda a quinta-feira, 64 páginas à sexta-feira, e 96 páginas ao sábado e domingo. Será impresso totalmente a cores e agrafado em dois pontos, acrescentou.
Outra novidade é o fim dos anúncios de prostituição encapotada, um tipo de publicidade que constituía uma receita significativa do jornal, mas que não era compatível com a requalificação pretendida. O que se pretende é "uma publicação de melhor qualidade, mais divertida, mais profunda, mais fácil de ler e mais inteligente".
O responsável editorial acredita que "um formato de jornal mais pequeno, mais maleável, limpo e transportável, com a informação essencial do dia mas também com temas de revista, de uma "newsmagazine" diária, serve melhor os interesses dos leitores do que o formato actual do jornal.
O objectivo desta mudança não é poupar custos, mas sim aumentar as receitas de venda em banca, que os responsáveis da publicação consideram ser mais fácil de conseguir com o novo projecto.
"Por outro lado, queremos ter condições para fazer melhor jornalismo, o que é permitido também por este novo formato", acrescentou Pedro Tadeu.
A ideia partiu do próprio director do jornal, que em 2007 a propôs à administração, mas houve algumas dúvidas em avançar com uma opção "revolucionária" no mercado sem uma "prévia análise aprofundada".
Por isso, foi realizado um estudo de mercado, incluindo leitores e não leitores do actual jornal, que contactaram com números zero deste novo "24 horas".
O resultado apresentou níveis de agrado "extremamente elevados, acima das expectativas" e por isso decidiu-se avançar, contou Pedro Tadeu.
O director sublinhou ainda que a adopção deste formato nada tem a ver com a crise ou com cortes financeiros que, no que diz respeito ao "24 horas", já foram totalmente realizados no início do ano.


