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Objectivo não é reduzir custos mas sim aumentar receitas

"24 horas" passa a formato de revista em Abril

31.03.2009 - 16:59 Por Lusa

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"Queremos ter condições para fazer melhor jornalismo", refere Pedro Tadeu, director do "24 horas" "Queremos ter condições para fazer melhor jornalismo", refere Pedro Tadeu, director do "24 horas" (Pedro Cunha (arquivo))
O "24 horas" vai passar a formato de revista em Abril e vai melhorar a qualidade, uma mudança que visa aumentar as receitas de venda em banca, mas também fazer melhor jornalismo, disse o director da publicação, Pedro Tadeu.

Para já, a data exacta de lançamento do renovado jornal ainda é um segredo, mas será no mês de Abril, adianta Pedro Tadeu.

O jornal passa a ser impresso em papel de 49 gramas (actualmente são 45), transformando-se numa revista com 48 páginas de segunda a quinta-feira, 64 páginas à sexta-feira, e 96 páginas ao sábado e domingo. Será impresso totalmente a cores e agrafado em dois pontos, acrescentou.

Outra novidade é o fim dos anúncios de prostituição encapotada, um tipo de publicidade que constituía uma receita significativa do jornal, mas que não era compatível com a requalificação pretendida. O que se pretende é "uma publicação de melhor qualidade, mais divertida, mais profunda, mais fácil de ler e mais inteligente".

O responsável editorial acredita que "um formato de jornal mais pequeno, mais maleável, limpo e transportável, com a informação essencial do dia mas também com temas de revista, de uma "newsmagazine" diária, serve melhor os interesses dos leitores do que o formato actual do jornal.

O objectivo desta mudança não é poupar custos, mas sim aumentar as receitas de venda em banca, que os responsáveis da publicação consideram ser mais fácil de conseguir com o novo projecto.

"Por outro lado, queremos ter condições para fazer melhor jornalismo, o que é permitido também por este novo formato", acrescentou Pedro Tadeu.

A ideia partiu do próprio director do jornal, que em 2007 a propôs à administração, mas houve algumas dúvidas em avançar com uma opção "revolucionária" no mercado sem uma "prévia análise aprofundada".

Por isso, foi realizado um estudo de mercado, incluindo leitores e não leitores do actual jornal, que contactaram com números zero deste novo "24 horas".

O resultado apresentou níveis de agrado "extremamente elevados, acima das expectativas" e por isso decidiu-se avançar, contou Pedro Tadeu.

O director sublinhou ainda que a adopção deste formato nada tem a ver com a crise ou com cortes financeiros que, no que diz respeito ao "24 horas", já foram totalmente realizados no início do ano.

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Anónimo

31.03.2009 22:09

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