• Um país desigual na factura da água
  • Petiscos com frango, das moelas à batata doce
  • Lady Gaga, o "monstro em Jakarta"

Hipótese de excesso de água doce no mar é descartada

Virose pode estar na origem do arrojamento de polvos na costa de Vila Nova de Gaia

04.01.2010 - 10:14 Por Aníbal Rodrigues

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Depois do polvo, ontem um golfinho morto apareceu na praia da Granja Depois do polvo, ontem um golfinho morto apareceu na praia da Granja (Nelson Garrido)
O director do Parque Biológico de Gaia, Nuno Oliveira, aponta uma doença como a causa mais provável do surgimento de uma grande quantidade de polvos, ontem e anteontem, no areal entre as freguesias de Canidelo e Valadares, em Vila Nova de Gaia.

No entanto, este responsável ressalva que é necessário esperar pelas conclusões das análises que irão ser feitas a alguns espécimes por parte do Instituto de Medicina Veterinária de Lisboa, a partir de hoje, e cujos resultados poderão demorar cerca de duas semanas para serem conhecidos. Nuno Oliveira irá também contactar a Universidade de Vigo, que tem desenvolvido estudos sobre esta espécie.

"Aponta-se para causas naturais, nomeadamente viroses de polvos", afirmou Nuno Oliveira, que afasta a hipótese de os polvos terem sido vítimas de poluição ou atirados ao mar. O director do Parque Biológico de Gaia acrescentou que "tudo leva a apontar para uma doença; agora, o que a fez disparar já é outra questão". Anteontem, as autoridades recolheram entre 500 e 600 quilos de polvo, ao passo que ontem a quantidade recolhida baixou para entre 50 e 60 quilos, o que levou Nuno Oliveira a considerar que o fenómeno teria terminado.

Na opinião de alguns pescadores, esta mortandade de polvos é provocada por excesso de água doce. Uma explicação descartada por Nuno Oliveira. "Tudo é possível, mas a dissolução é imensa. Não me parece que isso possa afectar e uma coisa estranha é que o caso foi muito localizado. Além disso, o polvo tem um grau de resistência à variação da salinidade relativamente grande", justificou.

Ontem também deu à costa um golfinho numa praia de Gaia, na da Granja, mas Nuno Oliveira ressalva que não há qualquer relação entre este caso e o dos polvos. "O exemplar que deu à costa apresenta sinais de estar morto há uma série de dias. Não tem nada de anormal, é um arrojamento típico de Inverno."

Recorde-se que entre os polvos recolhidos anteontem foi também encontrado um pé calçado com um sapato. A Polícia Judiciária está a investigar este caso, mas Nuno Oliveira também já desdramatizou o achado. "É algo macabro, de facto, mas nem imaginamos as coisas macabras que existem no mar e que podem dar à costa."

A Capitania do Porto do Douro e Leixões avisou a população que levou alguns polvos para casa para não os consumir devido ao facto de ainda se desconhecer a razão da morte dos moluscos.

Estatísticas

  • 22 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1416176

Comentário + votado

mergulhador

Ainda não há conclusões? Não sabem que perto de um estuário com cheias a ...

Anónimo

05.01.2010 18:22

X

Mais em Local (4 de 14 artigos)

Os Bombeiros Voluntários do Porto vão mudar-se para Campanhã, conforme previsto SRU tem planos para quatro quarteirões da cidade do Porto