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Investimento de 3,5 milhões de euros

Urgência do hospital de Aveiro tem novas instalações a partir de hoje

30.06.2006 - 10:53 Por :, Maria José Santana (PÚBLICO)

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Após dois anos e meio de obras, a nova urgência do Hospital do Infante D. Pedro (HIP), em Aveiro, entra hoje em funcionamento. O serviço que, desde Dezembro de 2003, tem vindo a funcionar em contentores provisórios é, agora, transferido para um novo edifício que tem uma área total de 3000 metros quadrados e que está dotado de "melhores condições de acolhimento, estadia e de prestação de cuidados", destaca António Isidoro, director do serviço, a propósito do investimento feito, que ascendeu a 3,5 milhões de euros.
As obras, que se prolongaram por dois anos e meio, foram projectadas para a altura do Euro 2004 As obras, que se prolongaram por dois anos e meio, foram projectadas para a altura do Euro 2004 (Fernando Veludo/PÚBLICO(arquivo))

As melhorias saltam à vista assim que se entra no serviço, visto que passam a estar contempladas entradas diferenciadas para a urgência de adultos e crianças, e os bombeiros também passam a ter uma área de apoio para os períodos de espera. A transferência para a nova casa foi acompanhada de um reforço da equipa de enfermagem e auxiliares de acção médica, ao contrário do que aconteceu com o corpo clínico, que se mantém inalterado.

À hora em que este jornal chega às bancas, é de esperar que todos os doentes que necessitam de recorrer à urgência do hospital de Aveiro estejam já a ser encaminhados para as novas instalações, cuja entrada passa a ser feita pela rua que dá acesso ao antigo Estádio Mário Duarte, que acaba de ser limitada num sentido único, de forma a facilitar o acesso rodoviário àquele serviço do HIP.

A entrada no serviço passa a diferenciar as situações de emergência (as mais graves), urgência de adultos e urgência de Pediatria. Afinal, uma das grandes preocupações tidas em conta na abertura das novas instalações prendeu-se com "a redefinição do circuito de gestão do doente", que, a par com a triagem de prioridades - iniciada ainda nas instalações provisórias -, garante "uma melhor adequação dos tempos de espera, desde a observação clínica até à decisão clínica", atesta António Isidoro.

Área para situações críticas e de castástrofe

Outro dos pontos dignos de destaque passa pelo facto de, na área da entrada, passarem a estar previstas zonas de estacionamento para ambulâncias e veículos de pessoas com mobilidade reduzida. E é também nesta zona, ao lado da portaria, que os bombeiros passam a dispor de um espaço de apoio.

A presença da polícia no serviço, que conhece, muitas vezes, "situações de risco", foi igualmente tida em conta, muito embora os responsáveis da urgência ainda não tenham garantias de que a PSP irá estar em permanência na unidade hospitalar. De qualquer das formas, a polícia passa a ter um espaço reservado para os seus agentes e, caso as entidades competentes venham a dar resposta positiva à pretensão do hospital, poderá ter uma actuação rápida em situações mais complicadas, como algumas que já ocorreram e que envolveram agressões físicas a clínicos da urgência.

Outra das novidades implementadas com a abertura do novo imóvel diz respeito à criação de uma área preparada para fazer face a situações críticas de catástrofe. Um pormenor que assume especial relevância na unidade hospitalar, que se encontra sediada numa zona de risco considerável. "Temos aqui próximo o porto de Aveiro e o Complexo Químico de Estarreja", lembra, a título de exemplo, António Isidoro.

Apesar de o novo espaço ser significativamente superior ao das antigas instalações, o serviço de urgência do HIP irá continuar a funcionar, pelo menos para já, com o mesmo número de médicos. Contudo, e segundo destaca o director do serviço, esta nova etapa da urgência conta "com um reforço da equipa de enfermagem e auxiliares de acção médica".

António Isidoro, director do serviço, não tem dúvidas de que as melhorias trazidas pela abertura da nova urgência serão sentidas pelos doentes e respectivos acompanhantes, e pelos próprios profissionais que ali prestam serviço. Um dos principais avanços acontece ao nível das instalações físicas, que registam, a partir de hoje, melhores condições de atendimento aos utentes (com salas de espera dotadas de casas de banho para deficientes, sistema de chamada, som ambiente, televisão, entre outros) e de trabalho para os funcionários (que passam a dispor de vestiários, copa, sala de pausas, etc.). O rol de benefícios trazidos pelas novas instalações estende-se também ao nível dos equipamentos técnicos e dos requisitos de segurança, visto que agora passam a estar previstas "zonas de separação de fogos, detectores de fumo e portas corta-fogo", sublinha o director do serviço.

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