O troço final da A17 entre a Marinha Grande e Mira é hoje inaugurado, possibilitando a ligação directa em auto-estrada entre a Figueira da Foz e Lisboa, uma aspiração com mais de uma década.
O troço a inaugurar hoje, numa cerimónia que deverá contar com a presença do primeiro-ministro José Sócrates e do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, temuma extensão de cerca de 60 quilómetros entre o Louriçal (Pombal) e Mira e um custo estimado de 353 milhões de euros.
Este troço inclui 38 quilómetros de duas vias e 22 com três vias de circulação em cada sentido e tem cinco nós de acesso (três dos quais no concelho da Figueira da Foz), oito viadutos - incluindo duas pontes, sobre os rios Mondego e Pranto -, 50 passagens superiores e sete inferiores.
Na construção dos 93 quilómetros da A17, orçados em cerca de 542 milhões de euros, um máximo de 3275 trabalhadores laborou em simultâneo, com meios que incluíram 700 camiões e 'dumpers', 190 escavadoras e 'buldozers' e 60 gruas.
Brisa vai estrear cobrança de portagens sem portageiro
A Brisa vai hoje estrear na A17 um novo sistema de cobrança de portagens, o Via Manual, que possibilita o pagamento sem o auxílio de um portageiro.
O sistema, desenvolvido pela Direcção de Inovação e Tecnologia da Brisa, consiste num equipamento embutido nas cabines de portagem, onde o condutor pode realizar o pagamento recorrendo a moedas, notas e Multibanco.
Este equipamento também permite que os automobilistas que tenham Via Verde e que tenham entrado numa via manual por engano possam efectuar o pagamento.
A introdução do sistema será feita em seis portagens da A17 e acompanhada de sinalética na via e na aproximação à portagem, com pintura no pavimento e com colocação de painéis no topo da praça de portagem, à semelhança do que acontece actualmente com a Via Verde, mas com a inscrição Via Manual.


