Lisboa

Trienal de Arquitectura tem nova sede no Campo de Santa Clara

10.02.2012 - 19:20 Por Alexandra Prado Coelho

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A Trienal só se mudará para o palácio Sinel de Cordes em Março A Trienal só se mudará para o palácio Sinel de Cordes em Março  (Daniel Rocha)
É com o lançamento, nesta sexta-feira à noite, do livro Eduardo Souto de Moura: Atlas de Parede, Imagens de Método (Dafne Editora) e uma conferência pelo arquitecto que a Trienal de Arquitectura apresenta o seu novo espaço em Lisboa - um palácio no Campo de Santa Clara, cedido pela câmara municipal.

Só em Março é que a Trienal se muda definitivamente para o Palácio Sinel de Cordes, mas a apresentação do livro servirá como pré-inauguração de um espaço que se pretende que seja um novo pólo dinamizador, ligado à arquitectura e ao design, da zona onde às terças-feiras e sábados funciona a Feira da Ladra.

Quarta-feira de manhã, alguns colaboradores da Trienal ainda estavam a retirar material do palácio, fechado há perto de cinco anos, desde que a escola primária que ali funcionava encerrou. Este foi um dos vários espaços que a CML mostrou a José Mateus, presidente da Trienal, quando surgiu a ideia de encontrar uma nova sede, explicou ao PÚBLICO Graça Fonseca, vereadora para a Economia, Inovação, Modernização Administrativa e Descentralização da CML. "Quando entrámos aqui, ficámos encantados".

Trienal fará obras

Uma das vantagens era o facto de o palácio não precisar de obras profundas. O acordo estabelecido entre as duas partes prevê que a câmara ceda o Sinel de Cordes (não será paga renda) e que a Trienal se responsabilize por eventuais obras e também pela dinamização do espaço - agora que vai passar a ter programação intermédia entre os grandes eventos trienais.

"A ideia é que funcione como âncora para actividades ligadas à arquitectura e ao design", sublinha Graça Fonseca. O Palácio Sinel de Cordes integra-se assim numa estratégia da câmara, que passa também pela incubadora de empresas que abriu na semana passada na Baixa (num edifício cedido pelo Montepio), e pela recuperação do Mercado do Forno do Tijolo, perto da Graça. "Queremos, até ao final de 2012, ter estes três espaços a funcionar como âncoras que gerem uma nova dinâmica na cidade".

No caso do mercado, está a decorrer até ao final do mês um concurso para espaços de co-working na zona da nave central (quem ganhar a concessão responsabiliza-se pelas obras), enquanto no antigo matadouro se pretende instalar um laboratório de prototipagem para quem quiser fazer protótipos de um projecto, o qual pode depois, por exemplo, ser mostrado em exposição na sede da Trienal, acrescenta Graça Fonseca.

Estatísticas

  • 669 leitores
  • 6 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1533222

Comentário + votado

este palácio é da Escola nº 4 Infanta Dona Maria!!

Como é possível?! A Câmara Municipal de Lisboa anda há 7 anos a dizer-nos a nós, os pais dos alunos ...

Nuno Barradas

13.02.2012 10:11

X

Mais em Local (8 de 10 artigos)

De residência da família Sinel de Cordes a escola primária