O Freeport de Alcochete foi absolvido da acção judicial movida pelos Cinemas Millenium devido à falta de provas que demonstrem erros ou enganos da administração do "outlet" na celebração dos contratos.
"O tribunal proferiu a sentença que absolve o Freeport de todos os pedidos. A decisão tem como fundamento o facto de não terem sido apresentadas provas que demonstrem erros, enganos ou sugestões do Freeport na celebração dos contratos, em relação ao número de visitantes e à componente lúdica", refere o Freeport num comunicado divulgado hoje.
O tribunal sublinhou ainda que a empresa Cinemas Millenium teve oportunidade de investigar e analisar a viabilidade da exploração dos cinemas, bem como da existência da componente lúdica e, se não o fez, não usou da diligência que devia.
A administração do Freeport congratulou-se ainda com "a decisão do tribunal", sublinhando que "vem dar razão aos seus argumentos, demonstrando a falta de fundamento invocada por Paulo Branco", o administrador da Cinema Millenium.
Paulo Branco já reagiu à decisão judicial e anunciou que vai recorrer da sentença e que ainda acredita na vitória final. "Isto só vai acabar daqui a uns anos e é claro que vamos recorrer da sentença. Não ganhámos agora mas ainda esperamos ganhar", afirmou o administrador, que se recusou a fazer mais comentários sobre o assunto.
Em Junho de 2005, a empresa Cinemas Millenium em conjunto com a sua accionista Madragoa e Paulo Branco, administrador de ambas, apresentaram uma acção judicial contra o Freeport alegando que o "outlet" os teria induzido em erro na celebração e vigência dos contratos de ocupação dos cinemas.
O objectivo era conseguir provar que o Freeport era culpado de modo a conseguir uma indemnização, alegando que tinham sido enganados em relação ao número de visitantes e componentes lúdicas.


