A Transtejo, que por ano faz 180 mil viagens, anunciou hoje que vai traçar o seu perfil energético para tentar reduzir o consumo de combustível dos seus catamarãs.
O objectivo do estudo é implementar um sistema de contabilidade energética e promover a “condução ecológica dos navios”. Em cima da mesa está a eventual alteração das frequências das carreiras, adianta a empresa.
João Pintassilgo, administrador da Transtejo/Soflusa, reconhece que “o aumento da frequência de carreiras e a redução dos tempos de percurso teve custos ao nível ambiental e económico”.
Mas o consumo não é igual para toda a sua frota, constituída por 38 navios, dos quais 22 são catamarãs, dois ferries e 14 navios convencionais. Os cacilheiros que fazem o percurso Cacilhas - Cais do Sodré, com 30 anos, consomem 50 litros por hora. Os modernos catamarãs chegam a consumir 300 litros.
“Tornou-se imperativo fazer uma caracterização tão rigorosa quanto possível sobre a eficiência energética da nossa actividade e implementar uma estratégia para a melhorar”, acrescentou o responsável.
Este será o contributo da empresa para a redução das emissões de gases de efeitos de estufa.
Desde 2001 que a Transtejo/Soflusa assegura a totalidade das ligações fluviais da Área Metropolitana de Lisboa. A empresa, que serve 29 milhões de passageiros, serve directamente o Montijo, Barreiro, Seixal, Almada e Lisboa e, indirectamente, a Moita, Alcochete, Pinhal Novo, Baixa da Banheira, entre outros.


