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Entre os 65 e os 98 por cento

Transdev: sindicato e administração divergem na adesão à greve

09.06.2005 - 14:20

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Os trabalhadores exigem salários mais elevados e denunciam o incumprimento do acordo de empresa Os trabalhadores exigem salários mais elevados e denunciam o incumprimento do acordo de empresa (Paulo Pimenta/PÚBLICO)
A adesão à greve nas transportadoras Rodoviária da Beira Litoral (RBL) e Sociedade Transportes do Caramulo (do grupo Transdev) foi de 98 por cento, segundo o sindicato do sector. A administração admite que "poderá ter chegado aos 65 por cento".

De acordo com Artur Reis, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Centro, a adesão à paralisação de 24 horas foi de 98 por cento na RBL e na Sociedade Transportes do Caramulo.

Segundo Rui Silva, do conselho de administração da RBL, por volta das 11h00 a adesão à greve era superior a 50 por cento, admitindo que poderia aumentar até aos 65 por cento.

Na Rodoviária d'Entre Douro e Minho e na Bus Minho, onde os trabalhadores paralisaram entre as 03h00 e as 11h00, a adesão foi de 80 por cento, adiantou o dirigente sindical.

Salários reduzidos e o incumprimento do acordo de empresa, em particular o horário e o local de trabalho, são as principais queixas dos trabalhadores.

"A luta é também dos utentes. Estamos a defender o serviço público que a empresa presta", salientou Artur Reis, numa tribuna pública organizada pela Federação dos Sindicatos de Transportes Rodoviários e Urbanos na Avenida Fernão de Magalhães, no passeio oposto às instalações da RBL.

O secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva, que participou na iniciativa, aludiu a um "bloqueio generalizado na contratação colectiva no sector dos transportes".

"O patronato não quer aumentar salários e quer diminuir direitos - é a tentativa de destruição da contratação colectiva e nós temos de dar um sinal forte ao país neste momento", sustentou.

Na acção participaram também os deputados Bruno Dias, do PCP, e Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda.

O administrador Rui Silva manifestou estranheza pelo facto de a paralisação se realizar na "véspera de uma reunião de negociação [marcada para segunda-feira], encostada a um feriado e a um fim-de-semana longo e apetecível".

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