As ligações fluviais da Soflusa entre Barreiro e Lisboa voltaram a estar hoje paradas até às 08h30. O Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante avisou que tal como ontem está prevista uma nova paragem na circulação durante esta tarde e prometeu que, se a situação não for resolvida, vai agravar as formas de luta.
"Já está traçado pelos trabalhadores que enquanto não se resolver a questão se vai agravar as formas de luta. Existem classes determinadas que enquanto não é resposta a justiça não vão ficar de braços cruzados, nem que para isso estejamos o ano inteiro com formas de luta", avisou o sindicalista Albano Rita.
Albano Rita adiantou que "a adesão à greve é de 100 por cento e o sindicato não pode dar outros números pois esta é a realidade". "Definimos duas horas de greve por turno e nas duas horas determinadas não houve navios a circular", indicou. A Soflusa ainda não avançou com os seus números em relação à paralisação de hoje.
Sobre a interrupção da circulação desta manhã, Albano Rita explicou que “em relação a segunda-feira a interrupção foi mais curta pois nem todos fazem greves e cada um é livre de tomar as suas decisões".
O sindicato defende que a "responsabilidade" da greve é do Conselho de Administração da empresa, referindo que a Soflusa "não quis negociar" durante a revisão do Acordo de Empresa 2008.
Por seu turno, a Soflusa indicou que fez "todos os esforços" para alcançar o acordo entre as partes e entende que a proposta apresentada - que prevê um aumento de 2,1 por cento na tabela salarial - representa a "compatibilização possível" dos interesses da empresa e dos seus trabalhadores.
A greve, provocada pela falta de acordo na revisão salarial, prevê-se que dure até amanhã e envolve os trabalhadores marítimos e administrativos.


