Os trabalhadores da Soflusa voltam à greve depois de amanhã, em dois períodos distintos, entre as 05h15 e as 08h55 e entre as 17h30 e as 20h30. Nesses períodos a empresa vai garantir transportes alternativos para assegurar a ligação entre Lisboa e Barreiro e Montijo, na margem sul do Tejo.
Segundo informa a Soflusa em comunicado, a empresa vai disponibilizar "autocarros que farão a ligação entre os terminais fluviais do Barreiro e do Montijo e catamarãs que farão a ligação Montijo-Terreiro do Paço". Nestes transportes serão aceites os bilhetes da Soflusa.
A greve dos trabalhadores repete-se esta semana contra as diferenças entre os vencimentos das diferentes categorias na empresa. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário acusa a empresa de ter promovido uma "distorção salarial" por ter decidido, em Novembro passado - com o acordo de outro sindicato -, a atribuição de um subsídio de chefia apenas aos mestres das embarcações.
A empresa recorda que em Novembro passado concordou em aumentar o salário "de toda a tripulação, passando o subsídio de catamaran de 12,5 por cento para 15 por cento", "atribuindo aos mestres um subsídio de chefia resultante da sua responsabilização a bordo".
No mesmo comunicado a empresa garante que estudos e avaliações independentes indicam que o mestre é "a única pessoa a bordo com competência para comandar as embarcações e chefiar a tripulação da qual o maquinista faz parte". A Soflusa justifica assim "a diferenciação salarial não reconhecida pelos maquinistas e que leva a mais uma greve, desta vez marcada para o próximo dia 23".
A Soflusa foi comprada em 2001 pela Transtejo, uma empresa que resulta da nacionalização e fusão de diversos operadores de transportes fluviais ocorrida em 1975.


