O Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante anunciou hoje que vai realizar uma greve nos dias 1, 2 e 3 de Setembro na transportadora Soflusa, que assegura as ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa.
A greve terá a duração de duas horas por turno nos dias três dias para os trabalhadores marítimos e administrativos, sendo de 24 horas no dia 1 de Setembro para os trabalhadores de terra, afectos à direcção comercial. O sindicato, presidido por Albano Rita, revela que está também prevista a supressão de carreiras fluviais entre as 05h45 e as 08h00 e entre as 17h30 e as 19h00.
O sindicato defende que a "responsabilidade" da greve é do Conselho de Administração da empresa, referindo que a empresa "não quis negociar" durante a revisão do Acordo de Empresa 2008.
"A empresa optou por ter uma posição anti-negocial, suspendo as negociações unilateralmente, propondo aumentos muito abaixo da taxa de inflação real, existindo nestas empresas trabalhadores com vencimentos miseráveis, que ficam muito abaixo dos praticados nas mesmas categorias em outras empresas do sector", refere o Sindicato dos Transportes Fluviais num comunicado hoje divulgado.
Contactado pela Lusa, o Conselho de Administração da Soflusa refere que nas sete reuniões com os quatro sindicatos representativos dos trabalhadores, para discutir a revisão salarial do acordo de empresa de 2008, questionou se aceitavam a proposta final global e condicionada a acordo que tinha sido apresentada.
A proposta previa um aumento de 2,1 por cento na tabela salarial e outras cláusulas como o 12º mês no Subsídio de Catamaran a pagar em Março e Apoio Social de 25 euros por criança para apoio a despesas de Berçário/Infantário/Pré-escolar, devidamente comprovadas.
"Face à recusa por parte das organizações sindicais da proposta final global da empresa", a Soflusa indica que se esgotou "a sua capacidade negocial". Apesar de não se ter chegado a acordo, a empresa garante que "continuará a privilegiar o diálogo e a concertação com base em propostas realistas, exequíveis e adequadas à situação financeira da empresa".


