A protecção civil e os bombeiros deram hoje como terminadas as buscas para encontrar a mulher desaparecida há duas semanas no rio Jamor, na zona de Belas, mas família e amigos já afirmaram que vão continuar a procurar o corpo da vítima pelos seus próprios meios.
Fonte da protecção civil disse à Lusa que as buscas foram dadas como terminadas, após o corpo da mulher não ter sido encontrado ao fim de duas semanas de trabalhos no terreno.
A 18 de Fevereiro, um veículo onde seguiam duas irmãs foi arrastado pelas forças das águas para a ribeira do Jamor após a queda de um muro que separava a estrada das águas, tendo somente um dos corpos sido retirado de dentro do veículo.
Com o anúncio do fim das buscas, Carlos Nunes, amigo da família, adiantou à Lusa que familiares e amigos vão continuar as buscas pelos seus próprios meios. "Vamos continuar a procurar pelos nossos próprios meios organizando grupos de familiares e amigos", disse Carlos Nunes.
O amigo da família adiantou ainda que "a segurança social rejeitou na semana passada o pedido de subsídio de sobrevivência e de morte" à família da vítima ainda desaparecida, porque não existe um atestado de óbito. "Dizem que sem atestado de óbito não podem fazer nada", referiu Carlos Nunes, lamentando a fraca capacidade económica desta família de quatro filhos menores.
A família das duas vítimas deste acidente vai processar a autarquia de Sintra e a Estradas de Portugal por homicídio por negligência e, o seu mandatário judicial, António Pragal Colaço, lamentou, na semana passada, que se o corpo não for encontrado "é como se estivesse viva". "Caso não seja encontrada são dez anos como se a pessoa existisse e ninguém paga a pensão dos filhos, por isso estamos a andar com este processo", justificou na altura o advogado.


