O temporal da Madeira teve elevados prejuízos, ainda não contabilizados, para pessoas e empresas, mas "em termos nominais o maior valor recairá sobre o Estado", de acordo com a análise da Marsh, empresa de corretagem de seguros e consultora de riscos.
Miguel de Pape, director de middle market da Marsh, diz que o Estado "é obviamente bastante afectado na medida em que é sobre ele que recaem custos relacionados com a recuperação reconstrução e construção de vias e infra-estruturas. Parte desses custos poderão vir a ser suportados por fundos de apoio".
São muitas as situações, diz, em que não há contratação de seguros e, por isso, parte das despesas serão incluídas "na fatia dos custos extraordinários suportados pelo erário público".
A Associação Portuguesa de Seguradores vai fazer todas as semanas um ponto de situação sobre a actuação das empresas e, ontem, o Instituto de Seguros de Portugal garantiu que está a monitorizar a resposta das seguradoras à catástrofe e que esta revela "um elevado sentido de responsabilidade e solidariedade".


