O saco suspeito encontrado esta manhã na estação de Telheiras do Metropolitano de Lisboa continha material electrónico mas nenhum explosivo, adiantou o comando metropolitano da PSP. O incidente obrigou à suspensão da circulação em toda a Linha Verde do metro durante duas horas e meia.
Em declarações aos jornalistas, a subcomissária Paula Monteiro explicou que o saco que a equipa de inactivação de explosivos detonou, cerca das 13h30, continha “fios, discos e aparelhagem electrónica”.
O saco estava coberto com um "lenço árabe", o que "ajudou a levantar suspeitas sobre o seu conteúdo", confirmou a porta-voz.
A PSP diz ainda não saber se tratou de "uma brincadeira de mau gosto" ou de um simples esquecimento, estando agora a investigação a cabo da Polícia Judiciária, que vai verificar o registo das câmaras de vigilância do Metropolitano.
O alerta foi dado cerca das 10h30, quando um funcionário do Metro avisou um agente da PSP sobre o saco, que "levantava fortes suspeitas", deixado numa carruagem do metropolitano parada na estação de Telheiras, que foi evacuada.
A polícia fez rebentar o saco de forma controlada pelas 13h30, mas uma caixa que saltou do interior obrigou a provocar nova detonação cerca de meia hora depois.
Foi montado um perímetro de segurança em redor da estação de metro de Telheiras, com o corte da circulação em parte das ruas Fernando da Fonseca, Vieira de Almeida e Gentil Martins, mas nenhuma habitação ou estabelecimento das redondezas foi evacuado.
A circulação na Linha Verde, suspensa desde as 11h40, foi retomada às 14h10, entre as estações do Cais do Sodré e Alvalade, e quarenta minutos depois as composições seguiam já até ao Campo Grande. Encerrada está agora apenas a estação de Telheiras, onde se encontram ainda agentes da polícia para recolha de indícios.


