Até aqui, um cliente que precisasse de um táxi ligava para a central, aguardava a comunicação via rádio e a indicação do número do veículo que iria ao seu encontro. Com o novo sistema de localização por GPS e notificação complementar por SMS, a informação chega mais rapidamente ao cliente que, ao entrar no táxi, já não ouve as outras comunicações. A central espera 20 segundos pela resposta do motorista e só depois passa ao seguinte, mas Manuel Almeida, presidente da direcção, quer reduzir o tempo de espera.
Assim, viajar nos veículos da Táxis Invicta, Central Rádio Táxi do Porto é, agora, mais silencioso. O sistema de GPS instalado na semana passada, que permite à central de táxis localizar a viatura mais próxima do cliente e notificar o motorista via SMS, vai reduzir substancialmente as comunicações por rádio, que passarão apenas a servir de alternativa a eventuais falhas do sistema informático. No entanto, enquanto operadores e motoristas se habituam à novidade, o rádio ainda é um apoio fundamental (ver texto ao lado).
O sistema, fabricado pela GPC Computer Software, multinacional que desenvolve componentes para táxis, já existia em Portugal. A Retális, Cooperativa Rádio Táxis, sediada em Lisboa, foi pioneira a nível nacional, ao instalar o sistema em Julho deste ano. No entanto, já em 2007 a Raditáxis do Porto, concorrente da Táxis Invicta, apresentou uma proposta com vista à instalação do mesmo tipo de sistema, então rejeitada pelos associados. Neste momento, a empresa aguarda a resposta ao pedido de subsídio estatal submetido em Julho, depois de finalmente conseguir a aceitação dos sócios. Ainda assim, Mário Ferreira, presidente da direcção, adiantou ao PÚBLICO que aguarda um parecer favorável do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, pelo menos para o financiamento de uma parte do projecto.
Também a Táxis Invicta precisou de duas assembleias para convencer os associados. Agora, instalado o sistema de GPS/SMS, a empresa pre-para-se para implementar um serviço de táxis a crédito para clientes fidelizados, que deverá entrar em fun-cionamento dentro de "dois, três meses", segundo as previsões do presidente da Invicta, Manuel Almeida. Brevemente, entrará também em vigor um sistema de notificação por SMS, também para clientes fidelizados, que permite ao cliente saber quando o táxi está a chegar.
Dos 207 táxis da Central Invicta, apenas 20 ainda não dispõem do dis-positivo de GPS. Manuel Almeida diz tratar-se de 20 "resistentes", que ainda não estão convencidos das vantagens do sistema e que alegadamente não encaram com bons olhos a maior transparência que este modelo encerra. Com a localização por GPS, o motorista mais próximo do cliente que faz a chamada é imediatamente notificado, o que evita os "aproveitamentos" que a rádio permite a taxistas que se encontrem mais longe do local pretendido. No entanto, ainda há arestas a limar: o motorista pode não se aperceber que lhe foi atribuído serviço (caso esteja fora do carro).


