O concelho de Sintra assinala hoje o primeiro Dia Municipal do Imigrante com propostas de dança, gastronomia, capoeira e uma venda de artefactos tradicionais como forma de reconhecer o papel activo dos 36 mil imigrantes residentes.
O Dia Municipal do Imigrante foi instituído em 2007 e, segundo o vice-presidente da câmara de Sintra, Marco Almeida, esta “é uma forma de reconhecer o papel activo que os imigrantes têm no concelho”, onde residem actualmente perto de 420 mil pessoas.
“Moram em Sintra cerca de 36 mil imigrantes e as nacionalidades mais significativas são a angolana, a cabo-verdiana e a brasileira”, disse à Lusa Marco Almeida.
As comemorações, que decorrem até sábado, são abertas a toda a população e resultam de uma parceria entre a autarquia e as associações que trabalham junto das diferentes comunidades de imigrantes residentes no concelho.
“A nossa relação com as associações é muito importante. Prova disso foi a inauguração da Casa dos Povos, em Queluz, no passado sábado”, sustentou.
Integração é o maior problema
Hoje, às 14h30, decorre na Biblioteca Municipal de Sintra um colóquio sobre a “Imigração e o movimento associativo em Sintra”, seguido de espectáculos de dança, capoeira, poesia, batuque e uma venda de artefactos tradicionais.
De acordo com o vice-presidente do município, este é um “colóquio para debater os problemas dos imigrantes”.
“Os problemas mais frequentes prendem-se com a integração, nomeadamente nas escolas, no emprego e na saúde”, referiu Marco Almeida.
No sábado as comemorações terminam com uma festa nos jardins da biblioteca municipal, onde os participantes poderão assistir a danças, poesia, musica, gastronomia, trajes tradicionais e venda de artesanato.


