O município de Sines quer aproveitar o co-financiamento do programa Parcerias para a Regeneração Urbana como uma “alavanca” para a “reabilitação e revitalização” do centro histórico da cidade e dedica Fevereiro à sua discussão “informal” com a população.
Tornar o núcleo urbano mais antigo num “centro histórico vivo” é a intenção da Câmara de Sines, que dedica o mês de Fevereiro à discussão “informal” com a população do Plano de Pormenor de Salvaguarda (PPS) daquela zona, explicou hoje a vereadora Carmem Francisco.
“A relação entre o centro histórico e a baía de Sines”, com aproveitamento “económico e turístico”, é, do ponto de vista da autarquia, uma das potencialidades da sua “revitalização”. Daí que o município tenha definido como “obras fundamentais” a recuperação da falésia, a redefinição da avenida junto à baía e a criação de uma nova acessibilidade pedonal entre o centro histórico e a praia, revelou a vereadora com o pelouro do Urbanismo.
A autarca vê o programa co-financiado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e a elaboração do PPS do centro histórico como “duas peças da mesma estratégia”.
A “quase totalidade” do centro histórico foi candidatada, aproveitando o facto de a autarquia já estar a elaborar o PPS, que “identifica os problemas e as medidas de salvaguarda” dos “traços únicos” da zona, mas que, sem “um instrumento financeiro”, dificilmente poderia “ter resultados práticos”.
Os investimentos públicos, designadamente ao nível dos arruamentos e da intervenção nas praças e nos espaços públicos, pretendem “alavancar o investimento privado”, sublinhou.
No entanto, a estratégia da Câmara vai além da elaboração do PPS e dos cerca de 9,5 milhões de euros de investimento previstos no programa de ação da Regeneração Urbana, co-financiado em 55 por cento por fundos europeus.
“A obra física e o betão, por si só, não resolvem os problemas todos e é importante um conjunto de ações imateriais”, defendeu, explicando que, neste sentido, a Câmara Municipal conta já com instituições locais como parceiras.
A Escola das Artes de Sines tem previstas actividades de animação e vai criar instalações no centro histórico, bem como a Universidade de Évora e o Sines Tecnopolo pretendem lá criar uma residência de estudantes.
O objetivo é “recuperar laços” e “contrariar o “afastamento dos sinienses relativamente ao centro histórico”, o que está em parte relacionado, segundo a autarca, com “um crescimento demasiado rápido” da cidade a partir dos anos 70, aquando do desenvolvimento do Complexo Industrial de Sines.
“Construímos uma cidade à volta, o que apertou o centro histórico, criou novas urbanidades e centros atrativos da população”, explicou.
O Ante-PPS da Zona Histórica vai ser apresentado amanhã numa reunião de Câmara extraordinária pública.


