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Exigem uma tomada de posição da Águas de Santo André

Sines: mais de cem trabalhadores manifestam-se pela reintegração dos trabalhadores da ETAR suspensos

21.05.2008 - 18:30 Por Lusa

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Os trabalhadores em causa estão suspensos desde 1 de Abril Os trabalhadores em causa estão suspensos desde 1 de Abril (Hugo Delgado (arquivo))
Mais de uma centena de pessoas participaram hoje numa concentração promovida frente às instalações da Águas de Santo André (AdSA), pela reintegração dos sete trabalhadores da ETAR de Sines, suspensos há quase dois meses.

A iniciativa voltou a juntar trabalhadores das empresas do complexo industrial, representantes sindicais e autarcas em Vila Nova de Santo André (Santiago do Cacém), junto à sede da empresa responsável pela concessão da ETAR de Ribeira dos Moinhos (Sines).

Presentes estiveram ainda funcionários das autarquias dos dois concelhos com área abrangida pela ETAR, assim como trabalhadores de empresas de valorização de resíduos, de outras zonas do país, que "passaram por processos idênticos".

O protesto, "que é já o nono ou décimo organizado a propósito dos direitos destes trabalhadores", teve por finalidade "exigir uma tomada de posição da AdSA, tendo em vista a reintegração dos sete operários suspensos", realçou Daniel Silvério, do Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás (Sinquifa).

Os trabalhadores em causa estão suspensos desde 1 de Abril, data em que decidiram retomar o serviço depois de uma greve de 55 dias, devido a alegadas faltas injustificadas. A iniciativa de hoje visou ainda o arquivamento dos processos disciplinares instaurados pela Sisáqua, empresa que explora a ETAR, que alega que os serviços mínimos não foram cumpridos durante a paralisação.

"Isto para nós é uma perseguição. Não vemos razão para terem sido levantados estes processos e os grevistas terem sido suspensos, porque eles não cometeram qualquer ilegalidade", frisou Daniel Silvério.

Enquanto decorre a fase de averiguações, através de inquéritos dirigidos por advogados da Sisáqua, os trabalhadores "continuam na incerteza quanto ao seu futuro, sem saber se serão despedidos ou não", lamentou o sindicalista.

Para tentar que a AdSA intervenha no processo, sindicatos e trabalhadores reuniram hoje com a administração da concessionária. "Embora eles argumentem que os funcionários não lhes 'pertencem', nós achamos que podem fazer algo em prol dos trabalhadores e da saúde pública, já que a ETAR também não estava a funcionar nas devidas condições", afirmou Daniel Silvério.

Apesar da perspectiva de "despedimento", o Sinquifa mantém ainda alguma "esperança de que a Sisáqua reconheça que agiu mal e reintegre os trabalhadores, retirando os processos disciplinares e o processo em tribunal contra o sindicato". Enquanto isso não acontecer, garante o representante sindical, os trabalhadores prometem continuar a agendar "novas acções de luta".

A próxima, adiantou Daniel Silvério, poderá ser organizada sob a forma de caravana automóvel com desfile junto à sede da Sisáqua, em Oeiras.

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