Sindicato defende que naufrágio na Costa da Caparica podia ter sido evitado

08.02.2010 - 15:18 Por Lusa

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O naufrágio de uma embarcação de pesca que ocorreu esta manhã ao largo da Costa da Caparica e que vitimou mortalmente um dos seus três tripulantes podia ter sido evitado, defendeu o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul. Segundo a estrutura, se fossem atribuídos apoios aos pescadores em alturas de mau tempo, estes não se sentiriam forçados a ir para o mar.

Lídio Galinho, presidente do sindicato, disse à Lusa que a embarcação de pesca costeira, "que não teria mais de nove metros, se fez ao mar numa situação de perigo porque a necessidade falou mais alto". O sindicalista explicou que "a lei que regulamenta as condições em que os pescadores podem pedir apoios ao Governo por terem sido impedidos de trabalhar devido ao mau tempo exige que a barra esteja fechada durante um mínimo de dez dias". Por outro lado, "as regras para que a barra feche são definidas em termos nacionais", acrescentou.

Para o sindicalista, esta medida "não faz sentido porque os portos são diferentes e as barras também". "Ou seja muitas vezes, embora o perigo seja imenso, a barra não fecha e os pescadores não têm outro remédio que não seja fazerem-se ao mar porque não têm como pedir ajuda e por conseguinte não terão o que comer", acrescentou.

Um pescador morreu e outro está ainda desaparecido, na sequência de um naufrágio ocorrido pelas 08h25, a cerca de meia milha da Costa da Caparica. Um terceiro pescador foi resgatado com vida e já teve alta clínica do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde deu entrada com princípio de hipotermia.

As buscas para encontrar o tripulante desaparecido prosseguem com meios de superfície e de mergulhadores da Marinha e um EH-101 Merlin, da Força Aérea.

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