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Ensaios desde ontem em três distritos

Simulacro: 550 pessoas retiradas do maior centro comercial do país

22.11.2008 - 14:16 Por Lusa

Três viaturas de bombeiros, 15 elementos da Protecção Civil e 30 funcionários foram os meios utilizados hoje para retirar 550 pessoas do maior centro comercial português em “cinco minutos”, dezoito horas depois do “sismo” de Benavente.
 (Miguel Madeira (arquivo))

Eram cerca das 9h00 quando o aviso soou por todo o Centro Comercial Colombo, em Lisboa, pedindo a todos os visitantes que se dirigissem às saídas mais próximas por “motivos de ordem técnica”.

Na Avenida dos Descobrimentos, a queda de alguns vidros do piso superior havia motivado ferimentos em duas pessoas, uma delas em estado grave, e era necessário activar todos os sistemas de segurança, isolar a área sinistrada, evacuar o edifício e verificar as condições da estrutura.

À actuação imediata dos vigilantes privados e da restante equipa interna, que prestaram um primeiro apoio às vítimas e encaminharam os funcionários presentes para as ruas, seguiu-se a intervenção da Protecção Civil municipal, responsável por identificar eventuais perigos.

Desta vez, tudo não passou de um teste, integrado no simulacro que decorre desde sexta-feira em três distritos do país, mas a direcção do Colombo acredita que numa situação real, com a habitual média de 10 mil pessoas numa tarde de fim-de-semana, as “excepcionais” condições de segurança teriam resultados igualmente positivos.

Testes frequentes

“Esse teste não é feito porque consideramos que não se torna necessário ‘incomodar’ os nossos clientes numa situação desse tipo. Nós admitimos que numa situação extrema, com dez mil pessoas, as condições de evacuação seriam perfeitamente normais e não poriam em causa a segurança dos nossos clientes”, afirmou o director do centro comercial, António Bettencourt, depois da evacuação, concluída “em cinco minutos”.

Garantindo que os colaboradores e os equipamentos são testados com frequência, o responsável referiu que a superfície comercial é alvo de simulacros duas vezes por ano e com a criação de diferentes cenários – sismo, incêndio, explosão, entre outros.

“Quanto à evacuação, as pessoas saíram como deve ser, se há pontualmente uma situação ou outra que não tenha corrido bem, vamos ver isso agora. As equipas internas actuaram bem, o regimento de sapadores dos bombeiros actuou bem”, avaliou António Palhais, da Protecção Civil.

O representante explicou aos jornalistas que, “em caso de dúvida” quanto à queda de mais vidros, a única solução foi evacuar o centro comercial em alguns minutos, retomando-se o normal funcionamento assim que se confirmou não haver quaisquer perigos.

Poucos curiosos

À hora da iniciativa, anunciada no estabelecimento e na comunicação social, poucos eram os curiosos a assistir à intervenção.

Apenas junto à Quinta da Luz esteve algum “público”, já que a maioria dos funcionários saiu pela porta norte e permaneceu nos passeios entre o Colombo e o bairro.

“Não sei de devíamos mesmo ter ido para ali. Pareceu-me o sítio mais longe dos prédios, já que estamos na sequência de um sismo e se calhar havia perigo de réplicas, mas depois mandaram-nos para uma zona ao ar livre, mas já dentro da propriedade do centro comercial”, contou à Lusa a funcionária Maria Santos.

“Habituados” a simulacros, os colaboradores admitiam que numa situação real o estado de espírito seria “bem diferente”, mas por hoje mantiveram-se calmos, em alguns casos “satisfeitos por se testar a segurança” e, “já agora, descansar um bocadinho”.

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Comentário + votado

d

Ja o grande Zeca dizia / Eles comem tudo e nao deixam nada / Se hoje fosse vivo tambem diria / ...

Ninja

22.11.2008 16:27

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