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Renato Sampaio foi autor da lei que proíbe de taxas de contador

Serviços públicos: municípios acusados de cobrança ilegal de taxa de disponibilidade

19.05.2008 - 15:53

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O deputado socialista Renato Sampaio, autor da lei que proíbe a cobrança de taxas associadas aos contadores para os serviços públicos essenciais, considerou que “é ilegal” cobrar para disponibilizar estes serviços.
Renato Sampaio diz que as redes de água têm perdas de até 50 por cento e que o custo está a ser imputado ao consumidor Renato Sampaio diz que as redes de água têm perdas de até 50 por cento e que o custo está a ser imputado ao consumidor (Manuel Roberto (PÚBLICO))

A 26 de Maio entra em vigor aquela lei, que proíbe a cobrança de taxas associadas a contadores para os serviços públicos essenciais, bem como de “qualquer outra taxa de efeito equivalente” e de “qualquer taxa que não tenha uma correspondência directa com um encargo em que a entidade prestadora do serviço efectivamente incorra”, mas as autarquias e as grandes empresas cobram taxas para disponibilizar serviços essenciais como a água, luz e gás.

“O princípio dos serviços públicos essenciais é o de disponibilizar determinados serviços aos cidadãos, sem obrigar a qualquer tipo de pagamento. O facto de serem serviços públicos essenciais significa que os cidadãos têm esse direito. Por isso, a taxa de disponibilidade não faz qualquer sentido”, considerou o deputado do PS.

Renato Sampaio alertou que “as autarquias estão a alterar e a substituir a taxa dos contadores por outra a quem chamam de disponibilidade, até com o mesmo valor, numa tentativa de contornar a lei”.

“O que as câmaras e a Associação Nacional de Municípios Portugueses [ANMP] deveriam fazer era procurar que houvesse maior eficácia nas redes. As redes de abastecimento de água têm perdas de até 50 por cento e essa ineficiência de gestão está a ser imputada ao consumidor”, criticou o político.

EDP deve disponibilizar potência mínima de graça

Questionado sobre a cobrança de taxas de disponibilidade por parte de empresas como a EPAL, EDP e Galpenergia, fornecedoras de serviços de abastecimento de água, electricidade e gás, o deputado referiu que, também neste caso, pedir uma quantia para disponibilizar o serviço “é ilegal”.

Renato Sampaio admite, no entanto, que a EDP possa cobrar pela potência contratada a partir de um determinado escalão.

“A EDP tem obrigação de garantir uma potência mínima de forma gratuita. A partir de determinado escalão, julgo que pode, e deve, ser cobrado esse diferencial”, afirmou.

O deputado sugeriu que as entidades reguladoras, as associações de consumidores e os tribunais devem estar atentos à aplicação da nova lei e zelar pelo seu cumprimento.

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Comentário + votado

o

o principio da precaução não tem a ver com esta situação. Acho eu, mas eu tenho dificuldades ...

João Bernardo Salsicha

21.05.2008 16:02

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