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Torres Vedras: Câmara pede aos serviços para não fazerem marcações no Carnaval

10.02.2012 - 15:57 Por Marisa Soares

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Recinto onde vai desfilar o corso carnavalesco vai estar fechado das 11h às 19h Recinto onde vai desfilar o corso carnavalesco vai estar fechado das 11h às 19h (Miguel Manso)
A Câmara de Torres Vedras pediu às repartições do Centro de Emprego, do Tribunal do Trabalho e da Inspecção do Trabalho que ficam dentro do recinto do corso carnavalesco para não fazerem marcações para atendimento ao público para terça-feira, dia 21.

Em comunicado, a autarquia esclarece que o serviço dos CTT estará encerrado nesse dia e que pediu aos restantes serviços para não fazerem marcações para atendimento ao público “tendo em conta que o ruído produzido pela realização do corso não possibilitará as melhores condições de trabalho, tal como os próprios serviços já reconheceram”.

Na quinta-feira, o autarca de Torres Vedras, Carlos Miguel, disse que as pessoas que se dirigissem aos serviços públicos da cidade no dia de Carnaval teriam de pagar cinco euros para entrar no recinto, das 11h às 19h. Hoje, a autarquia esclareceu que essas situações “serão resolvidas à entrada”, onde vai ser feita uma “triagem sobre as reais necessidades de ingresso para acesso aos serviços no interior do corso, não pagando ingresso nestas situações”.

Ou seja, quem tiver “situações inadiáveis” para resolver nos serviços que se mantêm abertos por não haver tolerância de ponto pode entrar até às 11h sem problemas. A partir dessa hora – e não a partir das 9h, como era hábito em anos anteriores – a entrada está condicionada e só será gratuita para quem comprovar a necessidade de aceder a esses serviços.

O objectivo, diz a câmara, é evitar “situações de oportunismo para acesso gratuito ao corso”.

Em declarações ao PÚBLICO, o comissário Paulo Flor, da Direcção Nacional da PSP, acrescenta que “serão criados corredores de circulação” para aceder aos serviços que estão dentro do corso, nomeadamente ao Centro de Emprego e ao Tribunal. No entanto, fonte da autarquia disse que esta solução ainda não é definitiva.

“As pessoas poderão aceder a esses locais sem pagar o que quer que seja”, sublinha o porta-voz da Direcção Nacional da PSP. Em casos pontuais, em que haja “razões óbvias” para aceder a um serviço dentro da zona de acesso condicionado, “a PSP estará disponível para mediar estas situações e conferir legitimidade a essas pessoas”.

O comissário Paulo Flor desvaloriza a polémica que se levantou em torno das declarações do autarca de Torres Vedras. “Não é a primeira vez que é obrigatório o pagamento de uma taxa para entrar no espaço onde vai decorrer o corso. Este ano a novidade é o facto de não haver tolerância de ponto naquele dia”, afirma, acrescentando que a PSP não prevê “grandes complicações” por causa disso.

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Realidades

E o senhor por acaso sabe a realidade do Carnaval de Torres??

Joao Cristovao

10.02.2012 18:11

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