O Governo aprovou hoje uma resolução que cria uma cidade judiciária na Quinta de Santo António, no Porto, um investimento de cem milhões de euros destinado a concentrar serviços e a poupar despesas de arrendamento.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o titular da pasta da Justiça, Alberto Costa, afirmou que, com esta medida, serão concentrados na Quinta de Santo António instituições e serviços da justiça.
"Actualmente estes serviços e instituições estão distribuídos por 46 locais, dos quais 22 em sistema de arrendamento, o que representa anualmente mais de 2,5 milhões de euros de rendas", disse o membro do Governo.
Alberto Costa disse ainda que a nova solução "aproveitará um espaço existente com mais de 44 mil metros quadrados, onde serão reunidos todos os serviços".
Adjudicatário vai construir para arrendar
"Será apurado um adjudicatário e esse mesmo adjudicatário construirá o conjunto de edifícios que o Estado alugará para substituir os actuais 22 arrendamentos", apontou o membro do executivo.
Segundo o ministro da Justiça, o Governo "vai aplicar um conceito de campus de justiça, reunindo no mesmo espaço os vários serviços ligados ao sector, desde os tribunais, a medicina legal e os registos".
"Serão também concebidas instalações da PSP, para que a oferta de serviços fique completada numa óptica de espaço de justiça e de segurança", disse.
O ministro da Justiça defendeu depois a ideia de que a actual dispersão de serviços "é fonte de incómodo para os cidadãos e de reduzida eficiência para os serviços".


