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Segurança Social anuncia medidas para retoma da economia na Madeira

03.03.2010 - 20:36 Por Tolentino de Nóbrega

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Uma das preocupações é o realojamento de 600 pessoas Uma das preocupações é o realojamento de 600 pessoas (Reuters/Duarte Sá)
A Segurança Social vai dispensar da respectiva contribuição, nos próximos três meses, as empresas madeirenses encerradas em consequência do temporal, anunciou ontem, no Funchal, o secretário de Estado Pedro Marques.

Esta é uma das medidas excepcionais, que tem por objectivo a retoma da economia regional e a salvaguarda dos postos de trabalho, apoiadas pela República que assume, no período de inactividade forçada, os custos sociais da massa salarial das empresas e o subsídio de desemprego.


Outra das prioridades das autoridades nacionais e regionais prende-se com o realojamento dos 600 desalojados do temporal, 350 dos quais estão ainda por colocar.

Segundo o presidente da Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM), Jorge Atouguia, a situação das famílias que estão provisoriamente em centros de acolhimento ficará resolvida até final de Março.

Quanto a acessibilidades, foi ontem restabelecida, embora com condicionalismos, a circulação automóvel entre a Meia Légua e a Serra de Água, o que permite a ligação viária entre o sul e norte da ilha, através da Ribeira Brava até São Vicente.

Face às características do traçado provisório e do estado do pavimento, sobretudo na circulação no túnel da Encumeada onde alguns equipamentos de segurança não se encontram operacionais, é recomendada precaução aos automobilistas.

Entretanto está a ser instalada uma ponte militar na Fajã da Ribeira, uma localidade na freguesia da Serra de Água que ficou isolada no temporal.

"Se as condições meteorológicas ajudarem, vamos garantir que, até o final de sexta-feira, as 70 pessoas que vivem naquele vale da Ribeira Brava estejam ligadas" ao resto do concelho por uma via de circulação, afirmou o comandante das Forças Terrestres, Vítor Amaral Vieira, que dirige os trabalhos de colocação desta ponte transportada de Lisboa em três aviões C-130 da Força Aérea.

Para manifestar solidariedade às populações afectadas pelas recentes tempestades que assolaram a ilha, encontra-se na Madeira uma delegação do grupo socialista do Parlamento Europeu que ontem visitou zonas atingidas do centro e periferia do Funchal, da Serra de Água e Tabua.

A eurodeputada Edite Estrela, porta-voz da comitiva, garantiu que a sua bancada “tudo fará para que seja accionado o Fundo de Solidariedade e reprogramados outros fundos europeus para apoiar a reconstrução”.

O presidente do governo regional recusou receber a delegação socialista. Alberto João Jardim justificou que “é de mau gosto trazer para aqui” Edite Estrela, numa crítica ao recurso que, “num momento destes”, a eurodeputada irá interpor à revogação pelo Tribunal da Relação da sentença que condenava o líder madeirense ao pagamento de 20 mil euros à eurodeputada.

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