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Protesto contra eventual fecho das urgências locais

Saúde: população de Vendas Novas vai realizar marcha lenta na Estrada Nacional 4

21.02.2007 - 19:32 Por Lusa

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A contestação da população e do município foi desencadeada pelo relatório final da comissão técnica para a requalificação das urgências A contestação da população e do município foi desencadeada pelo relatório final da comissão técnica para a requalificação das urgências (Dulce Fernandes/PÚBLICO (arquivo))
A população de Vendas Novas e de concelhos vizinhos marcaram para amanhã uma marcha lenta na Estrada Nacional 4, num protesto contra o eventual fecho das urgências de saúde locais, que promete "entupir" o trânsito automóvel.

A marcha lenta, acompanhada por um "buzinão", é promovida pelo Movimento de Cidadãos Independentes pela Defesa das Urgências no Centro de Saúde de Vendas Novas.

O protesto ocorrerá em ambos os sentidos da Estrada Nacional 4 (EN 4), que atravessa o concelho e liga Lisboa à fronteira com Espanha, pelo Caia (Elvas), e está marcado para as 17h00, iniciando-se 15 minutos antes a concentração dos participantes.

Em declarações à Lusa, Anabela Vagarinho, que faz parte daquele movimento de cidadãos, adiantou hoje que a marcha lenta vai realizar-se entre Vendas Novas e a povoação de Bombel, num percurso com cerca de seis quilómetros de extensão.

"Parte dos participantes vai concentrar-se junto ao Parque Industrial de Vendas Novas e, daí, partir para Bombel. Os restantes, concentrados nas bombas de gasolina de Bombel, vão fazer o percurso inverso", revelou a representante do movimento.

Confiante numa forte adesão da população, não só do concelho como também de freguesias dos municípios vizinhos de Alcácer do Sal, Montemor-o-Novo e Montijo, Anabela Vagarinho garantiu que a ideia da marcha lenta "não é cortar a estrada".

"Queremos fazer com que o trânsito nesse troço da EN 4 seja o mais lento possível, para que o nosso protesto fique bem vincado, dando visibilidade à luta que estamos a travar contra a proposta de encerramento das urgências", afirmou Anabela Vagarinho.

Vigília em Vendas Novas contou com três mil pessoas

Esta iniciativa do movimento de cidadãos surge depois de uma vigília em Vendas Novas, no passado dia 13, à porta do centro de saúde, que contou com a presença de três mil pessoas.

A contestação da população e do município, que tem desenvolvido também acções de protesto e solicitou uma reunião ao ministro da Saúde, Correia de Campos, que ainda não está agendada, foi desencadeada pelo relatório final da comissão técnica para a requalificação e redistribuição geográfica da rede de serviços de urgência.

A proposta inicial da comissão técnica, que esteve em discussão pública durante Outubro e Novembro, estipulava a criação de um Serviço de Urgência Básica em Vendas Novas.

Contudo, o relatório final, apresentado no dia 1 deste mês, já não prevê um Serviço de Urgência Básica para o concelho, podendo mesmo as actuais urgências, prestadas pelo Serviço de Atendimento Permanente, vir a ser fechadas.

O movimento de cidadãos já prometeu que a "luta continuará a ser travada", em defesa das urgências no concelho, e a marcha lenta de amanhã, ao longo da EN 4, promete "entupir" a circulação automóvel naquela via.

Em declarações anteriores à Lusa, o presidente do município de Vendas Novas, José Figueira, invocou precisamente o facto de essa via atravessar o concelho como um dos motivos para a manutenção das urgências.

"Cerca de 20 mil viaturas circulam diariamente na EN 4, das quais quatro mil são veículos pesados e muitos transportam matérias perigosas", sustentou o autarca.

Câmara reúne-se com grupos parlamentares

No mesmo dia da marcha lenta, a Câmara Municipal de Vendas Novas vai reunir-se com os grupos parlamentares do PSD (11h00), "Os Verdes" (14h00), PCP (14h30), Bloco de Esquerda (16h00) e CDS-PP (17h00), aguardando ainda pela marcação de uma audiência com o PS.

A reorganização nacional dos serviços de urgência está a gerar manifestações de protesto em vários concelhos do país, como ocorreu hoje na zona do Alto Tâmega, e depois de, no domingo, a população de Valença ter cortado o trânsito na ponte internacional de ligação a Espanha, durante uma hora.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, numa visita a Vendas Novas, no último sábado, defendeu a suspensão de todo o processo de reorganização dos serviços de urgência.

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Comentário + votado

Chega! basta! ainda não estão fartos...

Chega! basta! ainda não estão fartos desta cusmalha de Politicos? não sou a favor da violencia, mas ...

Anónimo

22.02.2007 10:24

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