Santo Tirso: comissão contra fecho de maternidade promove marcha lenta na A3

05.05.2006 - 08:56 Por Lusa, PUBLICO.PT
A Comissão de Defesa da Maternidade de Santo Tirso promove hoje uma marcha lenta até ao Governo Civil do Porto, pela A3, em protesto contra a intenção de encerrar a unidade de saúde.
A marcha parte ao início da tarde da Praça do Município e segue lentamente pela A3 até ao Porto, em cujo Governo Civil será entregue uma moção que foi aprovada em plenário.
Paralelamente, foi posto a circular um abaixo-assinado - já subscrito por mais de sete mil pessoas - a exigir o recuo do Governo na intenção de encerrar a maternidade.
Os manifestantes pretendem aproveitar o simbolismo do Dia da Mãe, que se assinala no domingo, para uma nova medida de luta.
A partir do fim de tarde de amanhã, mais uma vez em frente aos paços do concelho, a comissão vai promover uma vigília, convidando a população a acender velas em sinal de protesto.
No mês passado, o Governo determinou o encerramento dos blocos de parto de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas até 31 de Julho e os da Figueira da Foz e Amarante até 31 de Dezembro.
Autarquia considera a marcha perigosa
Apesar de contestar o encerramento da maternidade, a marcha de hoje não tem o apoio da Câmara Municipal. Em declarações à TSF, o presidente da Câmara de Santo Tirso, Castro Fernandes, afirmou que considera a marcha lenta "perigosa". “Eu não vou na marcha-lenta da A3 porque eu penso que, inclusive, é muito perigoso para os automobilistas que se façam manifestações numa auto-estrada onde, normalmente, se conduz em alta velocidade. E duvido mesmo da legalidade desse tipo de manifestações em auto-estradas. Sei que constitui um perigo para todos os automobilistas, até pelas horas a que vai ser feita".
Castro Fernandes aproveitou, porém, para se declarar contra o encerramento da maternidade: “Defendemos a manutenção da maternidade a funcionar em Santo Tirso. Defendemos que a política de saúde de proximidade é algo que é muito importante para a nossa população. Entendemos que as deslocações dos habitantes de Santo Tirso, ou mais propriamente das grávidas, para Famalicão irão obrigar a um tempo muito maior do que o actual. Defendemos que a nossa maternidade tem condições técnicas para continuar.”

