Sá Fernandes lembra que declaração de impacte ambiental do túnel recomenda 30km/h

25.04.2007 - 20:27 Por Lusa
O vereador do Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, reiterou hoje que o túnel do Marquês de Pombal apresenta uma inclinação perigosa e apelou aos condutores para circularem a 30 quilómetros/hora naquela infra-estrutura, lembrando a respectiva declaração de impacte ambiental.
“A razão de estar aqui hoje é principalmente para dizer aos cidadãos para andarem muito devagar, numa descida muito perigosa”, disse Sá Fernandes aos jornalistas, durante a inauguração do túnel do Marquês.
O vereador, que em 2004, enquanto advogado, interpôs uma providência cautelar para suspender a obra, foi o único vereador de um partido de esquerda a comparecer na inauguração do túnel.
Os vereadores socialistas declararam hoje não encontrar razões para celebrar a entrada em funcionamento de “uma parte de uma obra”, enquanto os vereadores comunistas entenderam não comparecer porque a inauguração decorreu em simultâneo com o desfile comemorativo do 25 de Abril.
Também devido à coincidência com as comemorações do 25 Abril, os deputados municipais do Bloco de Esquerda não participaram na inauguração.
Inclinação grande termina em curva só com uma faixa
Sá Fernandes lembrou que “a declaração de impacte ambiental recomendou às pessoas para circularem a 30 quilómetros por hora” no túnel.
O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda chamou a atenção para a “inclinação muito grande do túnel, que acaba numa curva só com uma faixa”.
“Eu espero que corra tudo bem”, disse, defendendo que deveriam ter sido realizados simulacros por parte dos bombeiros.
Em Janeiro de 2004, Sá Fernandes interpôs uma providência cautelar para suspender a obra, que esteve por esse motivo parada durante sete meses, por considerar que era ilegal.
Entre as irregularidades alegadas, encontrava-se a ausência de um estudo de impacto ambiental e de tráfego, a inexistência de consulta pública do processo, a não audição do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e o arranque das obras sem que o projecto de execução estivesse concluído.

