Transportes

Rodoviária do Tejo ameaça cobrar bilhetes a alunos por dívidas de seis câmaras

27.01.2012 - 10:57 Por Lusa

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O presidente da Rodoviária do Tejo advertiu nesta quinta-feira que os alunos dos seis municípios que persistem no incumprimento do pagamento da dívida à empresa vão ter que passar a pagar o título de transporte a partir da próxima quarta-feira, 1 de Fevereiro.

Rui Silva disse que os alunos dos municípios de Vila Nova da Barquinha, Cartaxo, Almeirim, Torres Novas, Nazaré e Bombarral correm o risco de ter que pagar o seu passe porque os atrasos nos pagamentos destas autarquias são insustentáveis e os incumprimentos recorrentes.

“Estamos a alertar que a corda vai rebentar. Não é possível continuar a arrastar a situação”, afirmou, sublinhando que neste momento a empresa está com “tolerância zero” e que as câmaras foram alertadas para esta situação limite.

Rui Silva adiantou que a empresa começou já a informar algumas escolas para a eventualidade de, a partir de 1 de Fevereiro, os alunos só entrarem nos seus autocarros se pagarem os respectivos títulos.

“Há reacções de câmaras para tentar arranjar solução para evitar que esse passo limite aconteça, mas é insustentável andarmos continuamente a mendigar que paguem os serviços por nós prestado”, sublinhou.

Segundo disse, dos 43 municípios servidos pela Rodoviária do Tejo apenas em 12 os atrasos nos pagamentos não ultrapassam os três meses. Alguns municípios têm 22 meses de atraso no pagamento, com a agravante de que “nem sequer avisam quando vão entrar em incumprimento” nos planos de pagamento entretanto definidos.

Rui Silva frisou que a empresa se tem multiplicado em esforços para ajudar os municípios a encontrar uma solução, seja através de uma adequação da oferta à procura seja tentando encontrar junto da banca soluções de financiamento que acabam por ser penalizadoras para a própria empresa.

O presidente da Rodoviária do Tejo disse compreender que, de facto, algumas das autarquias, apesar da boa vontade, não têm soluções, pelo que a Administração Central “tem que intervir”.

Para Rui Silva, as empresas estão a viver “uma situação limite” e já não têm condições para continuar a “financiar o sistema”, sob o risco de porem em causa o pagamento de salários e enfrentarem conflitualidade social.

O administrador recordou que já no início do ano lectivo a empresa alertou as autarquias de que “não tinha margem de manobra” e que se corria o risco de serem os estudantes a suportar os custos do transporte escolar.

Esse alerta levou a que entre Setembro e Novembro houvesse alguma recuperação da dívida, que na altura rondava os 10,5 milhões de euros, mas em Dezembro houve uma inversão, tendo o saldo aumentado em mais 0,5 milhão de euros, afirmou.

Rui Silva disse esperar que até 1 de Fevereiro as autarquias em causa dêem “passos concretos”.

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