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Câmara de Lisboa

Rejeitado recurso de Eduarda Napoleão no caso Bragaparques

16.11.2009 - 12:53 Por Lusa

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Eduarda Napoleão quando era vereadora do Urbanismo, numa visita com Santana Lopes, em 2005, ao bairro do Intendente Eduarda Napoleão quando era vereadora do Urbanismo, numa visita com Santana Lopes, em 2005, ao bairro do Intendente (Carlos Lopes (arquivo))
O Ministério Público rejeitou o recurso que tinha sido interposto pela ex-vereadora da Câmara de Lisboa Eduarda Napoleão no caso Bragaparques a pedir a nulidade do despacho de pronúncia.

Contactado hoje pela Lusa, o advogado de Eduarda Napoleão, Rui Patrício, adiantou que a decisão foi tomada a semana passada e disse que vai agora estudar o assunto para ver que posição tomar, explicando que tem 20 dias para o fazer. “Vou estudar com a minha cliente para ver que decisão tomar quanto a essa matéria”, afirmou.

Eduarda Napoleão pedia a invalidade do despacho de pronúncia conhecido em Julho e que foi no sentido de levar a julgamento todos os arguidos, entre os quais está igualmente o ex-presidente da autarquia Carmona Rodrigues, o ex-vereador Fontão de Carvalho e três técnicos da autarquia. A ex-vereadora, assim como Carmona Rodrigues e Fontão de Carvalho, são acusados de prevaricação de titular de cargo político.

No recurso que apresentou, Eduarda Napoleão, que foi responsável pelo pelouro do Urbanismo entre 2001 e Outubro de 2005, alegava violação da finalidade da instrução, do grau de convicção exigido legalmente nesta fase do processo e da obrigação de fundamentação do despacho. Em causa está a condução pelos então responsáveis eleitos da Câmara Municipal de Lisboa do processo que conduziu à aquisição pela Parque Mayer/Bragaparques dos terrenos antes ocupados pela Feira Popular.

O caso Bragaparques remonta ao início de 2005, quando a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por maioria, à excepção da CDU, a permuta dos terrenos do Parque Mayer, da Bragaparques, por parte dos terrenos camarários no espaço da antiga Feira Popular, em Entrecampos.

O negócio envolveu ainda a venda em hasta pública do lote restante daquele espaço, em Entrecampos, que foi adquirido pela mesma empresa, que exerceu um direito de preferência que viria a ser contestado pela então oposição na autarquia lisboeta. A empresa Bragaparques passou, assim, a deter a totalidade do espaço da antiga Feira Popular. O actual vereador da Câmara Municipal José Sá Fernandes, então na qualidade de advogado, foi quem fez uma denúncia junto do Ministério Público sobre a permuta dos terrenos.

Depois de o antigo presidente da autarquia Carmona Rodrigues ter sido constituído arguido no caso Bragaparques, os então vereadores do PSD e os eleitos de todos os partidos da oposição renunciaram aos mandatos, precipitando a queda do executivo camarário, por falta de quórum, a 10 de Maio de 2007.

De acordo com os dados recolhidos pelos investigadores, até à data em que entregou os terrenos de Entrecampos, a autarquia já tinha gasto mais de 30 milhões de euros com este caso, que envolveu indemnização aos comerciantes da antiga Feira Popular. Mas as despesas com o negócio para a Câmara de Lisboa ainda não acabaram. Até ser encontrado um local e instalado o novo parque de diversões, a autarquia terá de entregar por ano à Fundação ‘O Século’ mais de 2,6 milhões de euros.

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Cambada de trafulhas!

E ainda, obrigá-la a pagar do seu bolso que é o nosso, pela implosão do prédio da Cofina que ela ...

helena r.

16.11.2009 17:07

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