Região de Lisboa e Vale do Tejo não hasteou três das suas 34 bandeiras azuis

07.08.2008 - 10:57 Por Lusa
Valmitão (Lourinhã), Calada e Foz do Lizandro (Mafra) foram as únicas das 34 praias da região de Lisboa e Vale do Tejo que não vão hastear a Bandeira Azul durante esta época balnear por não cumprimento de todos os requisitos, informou a CCDRLVT.
As bandeiras azuis não foram içadas "porque não estavam reunidas as condições", disse Francisco Reis, chefe da Divisão do Litoral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), entidade coordenadora da bandeira azul a nível regional.
Na Lourinhã, problemas relacionados com a instabilidade das arribas levaram a CCDRLVT a não autorizar que o galardão fosse hasteado.
O responsável explicou que Valmitão é uma das praias que "necessita de intervenção no sentido de garantir a segurança dos utentes", segundo um estudo encomendado pelo Instituto da Água (INAG) à empresa Lisconcebe.
O estudo apontava sobretudo para colocação de uma rede de protecção sobre a arriba para evitar desmoronamentos e para a retirada de blocos instáveis, intervenção considerada "essencial" para a CCDR entregar a bandeira.
A câmara municipal assumiu o compromisso junto do INAG (quem tutela o litoral da costa portuguesa) de assegurar a intervenção, mas após uma vistoria ao local a CCDR concluiu que "as obras não foram feitas".
"Estamos a falar de questões que foram transmitidas à câmara há mais de um ano, voltámos a falar nisso em Dezembro quando se iniciou o processo de candidatura e também aquando da atribuição condicionada da bandeira azul", recorda o responsável da CCDRLVT.
A autarquia da Lourinhã contestou a decisão junto da CCDRLVT, pedindo a sua reavaliação com base num estudo efectuado há um mês pela Lisconcebe.
Em nota de imprensa, revelou que "de acordo com o projectado foi colocada uma rede de protecção na base da arriba, criando um perímetro de segurança" para impedir o desmoronamento de blocos rochosos sobre os banhistas.
A câmara recorda que a consolidação das arribas compete ao INAG, mas este organismo tem vindo a adiar as obras previstas no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira entre Alcobaça e Mafra, pelo que a intervenção da autarquia foi no sentido de minimizar os riscos.
Em Mafra, a bandeira azul não foi içada na Calada porque, de acordo com a CCDRLVT, "o concessionário foi-se embora e a praia ficou sem o apoio de praia".
O atraso na conclusão das obras de requalificação da Foz do Lizandro, previstas para antes do início da época balnear, motivou que o galardão não fosse também hasteado nesta praia.
Catarina Gonçalves, coordenadora do programa da bandeira azul da Associação Bandeira Azul da Europa, garantiu contudo que as três praias que perderam este símbolo da qualidade balnear "não ficam impedidas de voltarem a candidatar-se no próximo ano".

